Brasília - O governo Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (4) que vai zerar a fila do Auxílio Brasil, com a inclusão de cerca de 500 mil novas famílias no programa de transferência de renda, até o fim de outubro - no dia 30, ocorre o segundo turno das eleições presidenciais.
Ao todo, 21,13 milhões de famílias ?sendo 17,2 milhões encabeçados por mulheres? receberão o benefício de R$ 600 neste mês. Em setembro, foram 20,65 milhões de famílias contempladas pelo programa.
O governo já havia anunciado a antecipação do calendário de pagamentos do Auxílio Brasil do mês de outubro. Com a mudança, o auxílio começará a ser pago pela Caixa Econômica Federal no dia 11 e os depósitos terminarão no dia 25, de acordo com o número NIS dos cidadãos. O calendário original previa pagamentos entre os dias 18 e 31 de outubro.
13º A MULHERES
Nesta terça também, como o Jornal da Cidade antecipou na edição de ontem, Bolsonaro também prometeu pagar um 13º do Auxílio Brasil para famílias encabeçadas por mulheres.
O ministro Ronaldo Bento (Cidadania) negou que as novidades relacionadas ao Auxílio Brasil logo após o primeiro turno tenham viés eleitoreiro.
"A variável política nunca entrou na equação do Auxílio Brasil", disse. "Nós víamos a necessidade de fazer essas mudanças de forma estrutural no programa de transferência de renda, justamente porque identificamos essas disfunções. A gente não poderia ficar de braços cruzados, sabendo o que fazer e como fazer, limitado pelo período eleitoral".
"Por que não iríamos ajudar a população pobre do país em período eleitoral? Estamos saindo da pandemia e em momento de guerra. Quem tem fome, quem precisa de proteção social não pode esperar", acrescentou.
CENSO PRORROGADO
Em outra medida anunciada pelo governo ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) decidiu prorrogar, até o início de dezembro, o prazo de coleta de informações para o Censo 2022.
A previsão inicial era encerrar os trabalhos até 31 de outubro deste ano.
O instituto manteve, no entanto, a previsão de divulgar os dados do censo até o fim de dezembro.
Segundo o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, apenas cerca de metade da população estimada do Brasil foi recenseada de 1º de agosto até agora, por isso decidiu-se prorrogar o prazo dos trabalhos.