Vasculhando meus videocassetes, deparei-me com uma joia do passado não tão remoto. Sim, caro leitor, sou daqueles que ainda possui um espetacular VCR fabricado pela japonesa JVS e em plena função, mesmo vivendo na emocionante era do “streaming”.
Mantenho teimosa coleção de fitas que preservam filmes clássicos, documentários, festinhas infantis dos meus filhos e palestras que, confesso, nem sei como tive coragem de proferir. Não pretendo me desfazer disso, embora ciente de que a tecnologia atual possibilita converter os pobres cassetes para formatos digitais como DVD, Blue-ray e até num prosaico pen drive ou mero “link”, esse acessível por qualquer celular de quinta categoria.
Trata o cassete do famoso caso do Dr. Richard Kimble, renomado cirurgião de Chicago que, numa bela noite, ao retornar para casa, encontra a mulher, Helen Kimble, estupidamente morta num possível assalto sem vestígio de arrombamento.
Prato cheio para um típico juri americano, agravada a situação pelo fato revelado de que Richard é o único beneficiário de polposo seguro de vida da triste Helen. O personagem principal e suspeitíssimo, foi vivido pelo formidável Harisson Ford, no filme estadunidense de 1993 dirigido por Andrew Davis. Disponível para assinantes Amazon Prime Vídeo...
Tudo conspira contra Richard, que é condenado à morte pelo assassinato da mulher, que jura de pé junto não cometeu, não havendo razoável dúvida que o livrasse da pena máxima. Ao ser transportado para o “corredor da morte”, seu ônibus prisional sofre violento acidente ao colidir com um trem de carga. Kimble milagrosamente escapa quase ileso, não fosse alguns arranhões, e aproveita a oportunidade para fugir em desabalada carreira.
O filme todo, a partir daí, vira um lance de “gato e rato”, quando o agente federal Samuel, personagem do espetacular Tommy Lee Jones, persegue Richard, o fugitivo, numa implacável caçada. A missão de Kimble, então, não é apenas fugir ininterruptamente do agente federal, mas também consiste em, nas “horas vagas”, procurar o verdadeiro assassino não só para se livrar da pena de morte, como para desbaratar a quadrilha interessada na sua desgraça. Fato é que, no filme, o fugitivo descobre o assassino — o “homem de um braço só” —, e desmascara o Dr. Charles Nichols, mandante do crime, provando sua inocência. Mas só no filme...
É sócio de Jeremias Alves Pereira Filho Advogados Associados. Especialista em direito empresarial e professor emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Araçatubense nato
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