Uma investigação sobre supostas invasões de dispositivos eletrônicos de uma vereadora e de um jornalista de Bauru menciona a possibilidade de envolvimento da prefeita Suéllen Rosim. O caso envolve um hacker que teria sido contratado pelo cunhado da chefe do Executivo municipal.
Em decisão de 3 de junho de 2025, o juiz federal Décio Gabriel Gimenez determinou o encaminhamento do inquérito ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), após manifestação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a hipótese de participação da prefeita em crime relacionado ao exercício do cargo.
A investigação teve origem em representação de vereadores e envolve Walmir Henrique Vitorelli Braga, cunhado de Suéllen, e Patrick César da Silva Brito, apontado como hacker e residente na Sérvia à época dos fatos mencionados.
Segundo os elementos relatados na decisão, Walmir teria contratado Patrick, mediante pagamento, para obter informações sobre a vida privada da vereadora Estela Alexandre Almagro e do jornalista Nelson Gonçalves, responsável pelo site Contraponto.
A representação associa a suposta contratação ao descontentamento atribuído à prefeita com reportagens sobre possíveis irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Saúde. O documento também menciona um dossiê e cartas atribuídas ao hacker que levantariam a hipótese de conhecimento dos fatos pela chefe do Executivo.
Nenhuma dessas suspeitas representa comprovação de participação da prefeita em crime. A decisão judicial tratou da competência para análise do inquérito, sem estabelecer culpa ou determinar condenação.
O material apresentado não informa o andamento posterior do procedimento no TRF-3.
O caso vem à tona em meio a outra investigação, sem relação demonstrada com a suspeita de invasão de dispositivos, sobre a concessão dos serviços de resíduos sólidos de Bauru. Nesse procedimento, Renato Purini, marido da prefeita e então secretário municipal de Governo, foi preso nesta semana durante a Operação Cavalo de Troia.
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