IMPASSE NO ORÇAMENTO

Câmara rejeita crédito de R$ 855 mil em Brejo Alegre

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Guilherme Renan | Folha da Região
Projeto do prefeito Adriano Bonilha foi rejeitado em duas votações na quinta-feira (8); vereadores também questionam gastos com horas extras de servidores
Projeto do prefeito Adriano Bonilha foi rejeitado em duas votações na quinta-feira (8); vereadores também questionam gastos com horas extras de servidores

A Câmara de Brejo Alegre rejeitou duas vezes, nesta quinta-feira (8), o Projeto de Lei Complementar nº 14/2026, encaminhado pelo prefeito Adriano Marcelo Bonilha (União Brasil), que solicitava autorização para remanejar R$ 855 mil no orçamento municipal.

Os sete vereadores que participaram das votações foram contrários à proposta. O projeto foi rejeitado inicialmente na sessão ordinária e voltou à apreciação em uma sessão extraordinária, iniciada às 21h10, quando a decisão foi mantida.

Encaminhado em 5 de outubro, o projeto previa a abertura de crédito adicional suplementar, com recursos provenientes da anulação de outras dotações orçamentárias. O dinheiro seria redistribuído entre áreas como saúde, educação, assistência social, obras, serviços urbanos, agricultura e transporte de trabalhadores.

Na saúde, estavam previstos R$ 330 mil para rateio de despesas de participação em consórcio público.

Histórico de rejeições

Desde junho, a gestão Bonilha apresentou cinco projetos relacionados à abertura de créditos suplementares, conforme levantamento baseado nos registros da Câmara.

O PLC nº 9 foi retirado de tramitação; o nº 10, rejeitado; e os projetos nº 11 e nº 12 foram aprovados. Com a rejeição do PLC nº 14, o balanço é de dois projetos aprovados, dois rejeitados e um retirado.

Horas extras sob questionamento

Os vereadores Julierme Leão e João Nilson Neves de Andrade também manifestaram preocupação com os gastos da Prefeitura com horas extras de servidores.

Ambos defenderam maior controle dessas despesas e a avaliação de alternativas para reduzir custos sem comprometer os serviços municipais.

O Executivo justificou o pedido de suplementação como necessário à manutenção das ações de governo. A rejeição impede o remanejamento nos termos propostos, mas não representa, por si só, a suspensão dos serviços contemplados no projeto.

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