A Câmara de Brejo Alegre rejeitou duas vezes, nesta quinta-feira (8), o Projeto de Lei Complementar nº 14/2026, encaminhado pelo prefeito Adriano Marcelo Bonilha (União Brasil), que solicitava autorização para remanejar R$ 855 mil no orçamento municipal.
Os sete vereadores que participaram das votações foram contrários à proposta. O projeto foi rejeitado inicialmente na sessão ordinária e voltou à apreciação em uma sessão extraordinária, iniciada às 21h10, quando a decisão foi mantida.
Encaminhado em 5 de outubro, o projeto previa a abertura de crédito adicional suplementar, com recursos provenientes da anulação de outras dotações orçamentárias. O dinheiro seria redistribuído entre áreas como saúde, educação, assistência social, obras, serviços urbanos, agricultura e transporte de trabalhadores.
Na saúde, estavam previstos R$ 330 mil para rateio de despesas de participação em consórcio público.
Histórico de rejeições
Desde junho, a gestão Bonilha apresentou cinco projetos relacionados à abertura de créditos suplementares, conforme levantamento baseado nos registros da Câmara.
O PLC nº 9 foi retirado de tramitação; o nº 10, rejeitado; e os projetos nº 11 e nº 12 foram aprovados. Com a rejeição do PLC nº 14, o balanço é de dois projetos aprovados, dois rejeitados e um retirado.
Horas extras sob questionamento
Os vereadores Julierme Leão e João Nilson Neves de Andrade também manifestaram preocupação com os gastos da Prefeitura com horas extras de servidores.
Ambos defenderam maior controle dessas despesas e a avaliação de alternativas para reduzir custos sem comprometer os serviços municipais.
O Executivo justificou o pedido de suplementação como necessário à manutenção das ações de governo. A rejeição impede o remanejamento nos termos propostos, mas não representa, por si só, a suspensão dos serviços contemplados no projeto.
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