DOUTORADO

Com aluna e orientadora mortas, Unicamp faz 1ª defesa póstuma

Por | da Rede Sampi
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Reprodução via G1
Vendramin (à esquerda) morreu em janeiro de 2024, aos 51 anos; Geraldi morreu em julho de 2025, aos 61 anos.
Vendramin (à esquerda) morreu em janeiro de 2024, aos 51 anos; Geraldi morreu em julho de 2025, aos 61 anos.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou na última segunda-feira (24) a primeira defesa póstuma de uma tese de doutorado da instituição. A pesquisadora Carla Vendramin e sua orientadora, a professora Silvia Geraldi, morreram antes da realização da banca.

Intitulado “Compostagem como prática performativa: processos imersivos em dança e permacultura”, o trabalho relaciona dança, práticas corporais e atividades ligadas à natureza, como agrofloresta e cultivo de bambu, com questões ambientais e sustentabilidade.

Vendramin morreu em janeiro de 2024, aos 51 anos, em um incêndio em Porto Alegre. Geraldi morreu em julho de 2025, aos 61 anos, em Campinas, em decorrência de uma doença congênita.

A defesa teve formato diferente do modelo tradicional, com performances, leitura de trechos da tese e participação de professoras, familiares e amigos. Após a aprovação, a pesquisa será disponibilizada no repositório da Unicamp e tem chance de ser publicada.

O procedimento também criou um novo modelo institucional para situações em que estudante e orientador morrem antes da defesa.

Com informações do g1.

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