Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Digimais, instituição ligada a Edir Macedo, estão no centro de uma investigação da Polícia Federal. A carteira desses títulos passou de R$ 694 milhões em 2017 para R$ 8,5 bilhões em 2025, alta de 1.130%.
Leia mais: Banco de Edir Macedo é alvo da PF; R$670 milhões são bloqueados
A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrações contábeis e operações de crédito irregulares. A Justiça autorizou buscas e apreensões, além da quebra de sigilos fiscais e bloqueio de bens.
Segundo a investigação, o banco oferecia rendimentos acima da média do mercado para ampliar a captação. Em 2025, a remuneração média chegou a 115,7% do CDI, com produtos que alcançaram até 140% do CDI.
A PF aponta ainda possível uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para sustentar a captação, transferindo riscos ao sistema financeiro. Os CDBs eram distribuídos por instituições como XP, BTG Pactual, Nu Invest, Itaú Corretora, Inter e Ágora.
Com informações do Metrópoles.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.