Uma das maiores operações contra crimes envolvendo recursos públicos na região foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2). Batizada de Operação “Rei do Pix”, a ação mobilizou centenas de agentes e teve como alvo um suposto esquema que teria movimentado milhões de reais por meio de contratos suspeitos, empresas de fachada e transações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade declarada dos investigados.
Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a ofensiva resultou no cumprimento de dez mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do Estado de São Paulo. Entre os locais alvos das diligências está a sede da Câmara Municipal de Catanduva.
Segundo as investigações, o grupo investigado teria montado uma estrutura destinada a captar recursos públicos por meio de contratos simulados e prestação fictícia de serviços. A apuração aponta que dezenas de empresas teriam sido abertas em nome de terceiros, incluindo familiares e pessoas próximas aos investigados, com o objetivo de dar aparência de legalidade às operações.
O Ministério Público suspeita que os valores movimentados possam superar R$ 10 milhões. Além do suposto desvio dos recursos, os investigadores apuram a utilização de mecanismos para esconder a origem do dinheiro, incluindo transferências sucessivas e movimentações financeiras que podem caracterizar lavagem de dinheiro.
Outro ponto sob investigação envolve possíveis irregularidades em processos de contratação e pagamentos considerados incompatíveis com os serviços efetivamente prestados. Os promotores acreditam que parte dos contratos teria sido utilizada para alimentar o esquema e beneficiar seus integrantes.
Por determinação judicial, foi decretado o bloqueio de bens e valores dos investigados. Dependendo do grau de envolvimento apontado nas investigações, algumas indisponibilidades patrimoniais chegaram a R$ 20 milhões. Veículos, dinheiro e outros bens também foram apreendidos durante a operação.
A ação contou com a participação de promotores de Justiça, servidores do Ministério Público, agentes da Receita Federal, policiais militares e equipes da Polícia Civil.
As investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas. O objetivo agora é identificar todos os envolvidos e calcular o real impacto do suposto esquema sobre os cofres públicos.
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