ANDRADINA

Acusada por morte de menino é ouvida nesta terça pela Justiça

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
José Rafael dos Santos Sailvano de Souza morreu com apenas 2 anos
José Rafael dos Santos Sailvano de Souza morreu com apenas 2 anos

Mais de um ano após a morte do pequeno José Rafael dos Santos Sailvano de Souza, de apenas 2 anos, a Justiça volta a analisar um dos casos que mais causaram comoção em Andradina e região. Na tarde desta terça-feira (2), é realizada no Fórum de Andradina a audiência da técnica de enfermagem acusada de envolvimento no episódio que terminou com a morte da criança.

O caso aconteceu em maio de 2025. José Rafael foi levado a um hospital particular da cidade apresentando sintomas de bronquiolite e recebeu atendimento médico. Segundo as investigações, o menino deveria receber hidrocortisona, medicamento prescrito para auxiliar no tratamento da doença.

No entanto, conforme apurado pela Polícia Civil, a criança acabou recebendo succinilcolina, um potente bloqueador neuromuscular utilizado em procedimentos de intubação. Pouco tempo após a aplicação da medicação, José Rafael sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Equipes médicas tentaram reanimar o menino, mas ele não resistiu. A morte da criança provocou forte repercussão e gerou indignação entre familiares e moradores da região.

Durante o inquérito policial, a profissional afirmou que retirou o medicamento de uma caixa identificada como hidrocortisona. Entretanto, segundo seu relato, a ampola que estava dentro da embalagem continha outra substância. Ela também admitiu às autoridades que não conferiu o rótulo do medicamento antes de realizar a aplicação.

A técnica de enfermagem chegou a ser presa no dia do ocorrido, mas foi liberada após o pagamento de fiança e passou a responder ao processo em liberdade.

Após a conclusão das investigações, o delegado responsável pelo caso decidiu indiciá-la por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Por esse enquadramento jurídico, o processo tramita na Justiça comum e não será submetido ao Tribunal do Júri.

A audiência desta terça-feira é considerada mais uma etapa importante para o esclarecimento dos fatos. Familiares da criança acompanham o andamento do caso à espera de uma decisão judicial sobre as responsabilidades pela morte do menino, que teve a vida interrompida de forma trágica durante um atendimento médico.

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