COMEMORAÇÃO

Verde e Vermelho encara Master AEA em dia de comemoração

Por Vitor Moretti | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Vitor Moretti/FR
Apesar da luta do aniversariante, a equipe do Master da AEA aproveitou melhor as oportunidades
Apesar da luta do aniversariante, a equipe do Master da AEA aproveitou melhor as oportunidades

O futebol de várzea de Araçatuba viveu mais um capítulo de sua história neste fim de semana. Em comemoração aos 62 anos de fundação, o Verde e Vermelho recebeu o Master da AEA para um amistoso que reuniu gerações de atletas, dirigentes e torcedores em uma celebração marcada por emoção e nostalgia. O jogo foi realizado no campo da Fundação Mirim na manhã deste domingo (31).

Fundado há mais de seis décadas, o Verde e Vermelho nasceu de uma reunião entre amigos e, ao longo dos anos, tornou-se uma das equipes mais tradicionais do futebol amador da cidade.

Entre aqueles que ajudaram a construir essa trajetória está Haroldo Vieira Cassiano, considerado o jogador mais antigo atuando no clube e que atualmente é diretor da equipe.

“O Verde e Vermelho nasceu da vontade de bater bola, de alguns amigos que se reuniam no campo dos viajantes. Dali, foi para o “ferrinho” e em 1978 para a Fundação Mirim e está aqui até hoje”, destacou.

Adversário de peso

Para celebrar mais um aniversário, o Verde e Vermelho teve pela frente um adversário de tradição. O Master da AEA entrou em campo representando uma das equipes mais importantes da história do futebol profissional da região.

Ao longo dos anos, a Associação Esportiva Araçatuba revelou e recebeu atletas que marcaram época no esporte regional, o que tornou o amistoso ainda mais especial para os participantes. O presidente da equipe, Anselmo Ananias, teve que equilibrar os sentimos, afinal, também fez parte da história do Verde e Vermelho por quase dez anos.

“Todos os jogadores veteranos da AEA procuravam um ao outro para bater aquela bolinha e, assim, deu certo e criamos o time Master. Graças a Deus continuamos firmes após dez anos”, comentou.

Histórias que atravessam gerações

Quando antigos amigos se reencontram em volta do futebol, as lembranças surgem naturalmente. Entre os personagens presentes estava Valdecir dos Anjos, o popular "Macaúba".

Ainda jovem, ele atuava como gandula da AEA e guarda na memória um episódio curioso ocorrido em um clássico contra o Tanabi, na década de 1980, quando acabou ajudando a evitar que a equipe araçatubense sofresse mais um gol.

“Saí correndo, pulei para fora e a polícia veio conversar comigo. Depois disso aí, comecei a dar entrevista, na época ganhei até um dinheirinho bom, comprei um fuscão. Daquele dia em diante nunca mais andei de bicicleta”, relembrou aos risos.

Paixão que resiste ao tempo

Mais do que um jogo, o encontro serviu para mostrar a ligação afetiva construída ao longo dos anos entre o clube e a comunidade.

É o caso de Luciro Roberto Lopes. Ex-jogador do Verde e Vermelho, ele já não entra mais em campo, mas faz questão de acompanhar a equipe e participar dos eventos promovidos pelo clube.

“Eu sempre fiz o churrasco, organizei junto à diretoria. Inclusive, o Verde e Vermelho durante a pandemia quase acabou, mas nem que fosse para eu jogar e não deixar acabar”.

Vitória da AEA em jogo movimentado

Dentro das quatro linhas, o amistoso também teve emoção. A AEA abriu o placar em cobrança de pênalti. O Verde e Vermelho reagiu e empatou, também em uma penalidade.

Apesar da luta do aniversariante, a equipe do Master da AEA aproveitou melhor as oportunidades criadas e marcou mais duas vezes.

O placar final terminou em AEA 3 x 1 Verde e Vermelho.

Muito além do resultado

Se dentro de campo houve vencedor, fora dele o resultado foi compartilhado por todos. Entre gols, histórias e reencontros, a comemoração dos 62 anos do Verde e Vermelho reforçou a importância do futebol de várzea para Araçatuba.

Mais do que uma equipe, o clube representa um patrimônio da comunidade, preservando memórias, fortalecendo amizades e mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e continua desafiando o tempo.

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