COMBATE AO CRIME

Ação do Gaeco e Baep mira golpe contra o Mercado Livre na região

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Mercado Livre teria sofrido golpe envolvendo manipulação de fretes e falsas devoluções
Mercado Livre teria sofrido golpe envolvendo manipulação de fretes e falsas devoluções

Uma megaoperação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), revelou um sofisticado esquema de fraudes que teria causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões ao Mercado Livre.

Batizada de “Operação Frete Grátis”, a ofensiva foi realizada na manhã desta terça-feira (26) e teve como alvo empresários, pessoas físicas e empresas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em manipular o sistema logístico da plataforma de vendas online.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Tanabi, Bálsamo, Mirassol e São José do Rio Preto. Parte das diligências ocorreu, inclusive, em imóveis localizados em condomínios de alto padrão, além da sede empresarial de um dos investigados.

Segundo o Ministério Público, os suspeitos atuavam em dois núcleos distintos - um na região de Tanabi e outro em Rio Preto - mas as investigações apontam que ambos utilizavam exatamente o mesmo método fraudulento, indicando a possível existência de uma única organização estruturada.

De acordo com as apurações, o principal golpe consistia na adulteração das dimensões e do peso de produtos anunciados no Mercado Livre. Com auxílio de colaboradores ligados à própria plataforma, os investigados conseguiam registrar móveis grandes, como armários, cômodas e gabinetes, como se fossem objetos extremamente leves e pequenos.

Na prática, um armário de cozinha era cadastrado no sistema com medidas equivalentes às de uma caixa de fósforos. Isso fazia com que o sistema do Mercado Envios calculasse um frete muito abaixo do valor real, gerando vantagem ilegal sobre concorrentes e prejuízos milionários à empresa.

As fraudes teriam sido repetidas milhares de vezes, segundo os investigadores.

Outro esquema identificado envolvia falsas devoluções de mercadorias. Conforme o Gaeco, a plataforma era induzida a pagar por transportes de produtos supostamente devolvidos por consumidores insatisfeitos. No entanto, o recolhimento das mercadorias nunca acontecia.

A operação mobilizou oito promotores de Justiça, dez servidores do Ministério Público, 13 equipes operacionais e 62 policiais militares do Baep.

Computadores, celulares, documentos e dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados para aprofundar as investigações e identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.

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