POLÍCIA

Dupla é presa após distribuir panfletos contra delegado em Assis

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação
Segundo a Polícia Civil, material distribuído em vias públicas chamava delegado de “assassino” e atribuía falsamente a ele a morte de uma criança
Segundo a Polícia Civil, material distribuído em vias públicas chamava delegado de “assassino” e atribuía falsamente a ele a morte de uma criança

A Polícia Civil de Assis prendeu em flagrante, na tarde de quarta-feira (21), Francisco Martins Romera Junior, pai da jovem, e Daiane de Souza Lima, suspeitos de distribuir panfletos ofensivos contra o delegado Vinicius Martinez em vias públicas da cidade.

Segundo o boletim de ocorrência, os dois foram abordados na Praça Dom Pedro, região central, enquanto entregavam material com acusações consideradas falsas e ofensivas. Os panfletos atribuíam ao delegado a prática de homicídio de uma criança e usavam termos como “assassino” e “covarde”.

A polícia apreendeu dezenas de panfletos, dois celulares e um spray de defesa pessoal. Conforme o registro, parte do material já havia sido distribuída e afixada em veículos estacionados nas imediações.

Em depoimento, Vinicius Martinez afirmou que começou a receber mensagens pelo WhatsApp sobre a circulação dos panfletos e disse que as acusações são “absolutamente inverídicas”, atingindo sua honra e reputação.

O boletim também cita histórico anterior de conflitos judiciais envolvendo pessoas ligadas ao principal investigado. Segundo a polícia, Francisco teria ido de Promissão a Assis com o aparente objetivo de perseguir a vítima e promover sua desmoralização pública.

Os dois suspeitos permaneceram em silêncio e disseram que só se manifestarão em juízo. A prisão em flagrante foi homologada pelos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição, com agravante pelo concurso de pessoas. A fiança foi fixada em R$ 6.484 para cada investigado.

Na audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (22), a Justiça concedeu liberdade provisória mediante medidas cautelares, entre elas proibição de aproximação da vítima, familiares e locais frequentados por ela, distância mínima de 300 metros, proibição de contato por qualquer meio e veto à publicação ou compartilhamento de novos conteúdos ofensivos contra o delegado.

A Justiça também autorizou a quebra de sigilo dos celulares apreendidos para aprofundar as investigações e apurar eventual participação de outras pessoas.

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