JUSTIÇA

Acusado de tentar matar PM vai a júri em Bilac nesta 6ª feira

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Júri Popular de Deivid Martins Laiola acontece nesta sexta-feira (21), às 9h, no Fórum de Bilac; defesa sustenta que caso não configura tentativa de homicídio
Júri Popular de Deivid Martins Laiola acontece nesta sexta-feira (21), às 9h, no Fórum de Bilac; defesa sustenta que caso não configura tentativa de homicídio

O Fórum de Bilac recebe, nesta sexta-feira (21), a partir das 9h, o julgamento de Deivid Martins Laiola, acusado de tentativa de homicídio após uma perseguição policial registrada em setembro de 2021, envolvendo um sargento da Polícia Militar na região de Bilac, Gabriel Monteiro e Piacatu. A sessão do Tribunal do Júri será aberta ao público.

Na época dos fatos, Deivid tinha 27 anos e trabalhava como marceneiro. Conforme consta nos autos, ele foi preso após uma intensa perseguição envolvendo equipes da Rocam, diversas viaturas da Polícia Militar e apoio aéreo.

Segundo a denúncia, além da acusação de tentativa de homicídio, o réu também responde por dano, fuga do local do acidente, lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, direção sem habilitação e tráfego em velocidade incompatível com a segurança da via.

Em interrogatório prestado à Polícia Civil, Deivid afirmou que acreditou ter sido confundido com outra pessoa durante a abordagem e relatou momentos de tensão durante a perseguição. Segundo ele, o policial teria apontado arma em sua direção antes mesmo de determinar a parada do veículo. O acusado também declarou que fugiu por medo e por estar sem habilitação.

Ainda no depoimento, Deivid afirmou que parou o carro em uma rotatória para retirar a esposa e os filhos pequenos do veículo antes de continuar a fuga a pé por áreas de mata. Após horas escondido, ele disse ter decidido se entregar voluntariamente em uma propriedade rural na região de Piacatu.

A defesa será feita pela advogada Keilla Dias Takahashi, que deve sustentar aos jurados que o caso não configura tentativa de homicídio.

“A defesa vai demonstrar ao Conselho de Sentença que não existiu dolo de matar em nenhum momento. O conjunto probatório aponta para uma situação de desespero e fuga, sem intenção deliberada de tirar a vida de qualquer policial. Por isso, sustentaremos a desclassificação da imputação para lesão corporal”, afirmou a advogada.

O julgamento deve movimentar o Fórum de Bilac ao longo de toda a sexta-feira, reunindo familiares, representantes das forças de segurança e moradores da região.

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