TRABALHO INSALUBRE

Fiscalização fecha recicladora irregular em Birigui

Por Wesley Pedrosa | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Prefeitura de Birigui
Força-tarefa encontrou indícios de crime ambiental, trabalho insalubre e ligações clandestinas em empresa no Jardim Primavera
Força-tarefa encontrou indícios de crime ambiental, trabalho insalubre e ligações clandestinas em empresa no Jardim Primavera

A Prefeitura de Birigui interditou e lacrou, na tarde desta quinta-feira (21), uma empresa de reciclagem que funcionava de forma irregular no bairro Jardim Primavera. A ação ocorreu após diversas reclamações de moradores sobre forte mau cheiro e infestação de moscas nas proximidades do imóvel.

A operação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Civil e equipes das secretarias de Tributação e Fiscalização, Meio Ambiente e Saúde, por meio da Vigilância Sanitária.

Durante a fiscalização, os agentes identificaram possíveis irregularidades ambientais e sanitárias. Conforme apurado, resíduos provenientes da lavagem de materiais recicláveis estariam sendo descartados diretamente na rede de esgoto.

Segundo informações repassadas à administração municipal, o local realizava o processamento de plásticos utilizados em granjas, materiais que continham resíduos orgânicos e fezes de animais. O material reciclado seria posteriormente comercializado para fabricação de produtos plásticos, como mesas, cadeiras e caixas.

De acordo com o secretário municipal de Segurança, Vagner Freire, a equipe encontrou um ambiente considerado insalubre, com presença de penas e até restos de aves misturados aos resíduos processados. Máquinas operando em altas temperaturas também produziam fumaça intensa e odor forte, agravando a situação no entorno.

O imóvel já havia sido interditado anteriormente, em 2023, após denúncias semelhantes. Na ocasião, o estabelecimento teria retomado as atividades mesmo após o rompimento do lacre aplicado pela fiscalização.

Além das irregularidades ambientais, foram constatadas supostas ligações clandestinas de água e energia elétrica, além da ausência de licença ambiental para funcionamento. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a CPFL Paulista e o Ministério do Trabalho foram acionados para acompanhar o caso.

Fiscais do Ministério do Trabalho também identificaram trabalhadores sem registro formal, incluindo uma adolescente, todos atuando em condições consideradas insalubres e de risco.

O delegado Nilton Aparecido Marinho, responsável pelo 2º Distrito Policial de Birigui, informou que será instaurado inquérito para investigar possíveis crimes ambientais, além das suspeitas de furto de energia e água. O imóvel passou por perícia técnica realizada pelo Instituto de Criminalística de Araçatuba.

Durante a ação, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social prestaram atendimento aos trabalhadores encontrados no local, que, segundo a Prefeitura, vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica.

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