A Justiça Federal determinou nesta quarta-feira, 13, a soltura do funkeiro MC Ryan SP, investigado na Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.
O artista estava preso desde o dia 15 de abril e cumpria detenção na Penitenciária II de Mirandópolis, na região noroeste paulista, onde permanecia desde o fim de abril.
A decisão foi assinada pela desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que concedeu habeas corpus ao cantor e estendeu a ele entendimento já aplicado a outro investigado no mesmo processo.
Além de MC Ryan SP, também tiveram a liberdade concedida os funkeiros MC Poze do Rodo e Chrys Dias, além da esposa dele, Débora Paixão, e outros investigados ligados à operação da Polícia Federal.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, contas bancárias de passagem, criptomoedas e remessas internacionais.
O inquérito também aponta possíveis ligações com apostas ilegais, rifas clandestinas e lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas.
Justiça cita falta de risco às investigações
O entendimento do TRF-3 foi de que não havia demonstração concreta de que os investigados poderiam atrapalhar a produção de provas, já que materiais eletrônicos e documentos já haviam sido apreendidos durante a operação.
Mesmo com a liberdade concedida, MC Ryan SP terá de cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas comparecimento periódico em juízo, comunicação de mudança de endereço e proibição de deixar o país sem autorização judicial.
A Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano e investiga um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro envolvendo influenciadores, empresários e artistas.
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