PERIGO

Acusado de ameaças no Parque do Povo é internado em Birigui

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação

A Polícia Civil cumpriu nesta segunda-feira (11), em Birigui, um mandado de internação provisória contra um homem investigado por uma série de episódios envolvendo ameaças, agressões e atos de vandalismo registrados nos últimos meses no município.

O investigado, identificado pelas iniciais C.M.A., é apontado também como o responsável pelo envio de mensagens com ameaças de uma possível chacina no Parque do Povo, durante a tradicional feira municipal realizada aos domingos, fato que gerou preocupação e repercussão entre moradores da cidade.

Segundo as investigações, o homem vinha apresentando comportamento considerado agressivo e instável. Um dos primeiros registros ocorreu no fim de março, quando ele teria agredido a própria mãe durante um suposto surto. No dia seguinte, conforme apurado pela Polícia Civil, o investigado voltou a ameaçar a vítima e teria encostado uma tesoura em seu pescoço.

Após os episódios, a mulher procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde solicitou medidas protetivas de urgência.

As investigações apontaram ainda que, no início de abril, o suspeito teria enviado mensagens ameaçadoras à prefeita de Birigui, Samanta Borini, por meio das redes sociais. Nas mensagens, segundo a polícia, havia referências ao uso de armas de fogo e ameaças direcionadas também a familiares da chefe do Executivo.

Durante o avanço do inquérito, policiais civis realizaram buscas na residência do investigado com autorização judicial. Na ação, foram apreendidos um aparelho celular e entorpecentes.

Dias depois, novas denúncias surgiram envolvendo danos em veículos em diferentes regiões da cidade. Conforme relatos, carros foram riscados, placas arrancadas e pneus esvaziados aleatoriamente. Uma das vítimas afirmou ainda ter sido ameaçada de morte ao tentar questionar o suspeito.

Diante da sequência de ocorrências, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do investigado pelos crimes de ameaça e dano qualificado em continuidade delitiva.

No entanto, ao analisar o caso, a Justiça considerou o quadro de saúde mental apresentado pelo homem e decidiu substituir a prisão pela internação provisória para tratamento terapêutico, medida que busca garantir acompanhamento médico ao investigado e, ao mesmo tempo, preservar a segurança da população.

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