ÚLTIMA COBRANÇA

AGORA: Deic desmonta esquema de agiotagem e prende 5 em operação

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Dinheiro, celulares e cartão apreendido durante a operação
Dinheiro, celulares e cartão apreendido durante a operação

Uma megaoperação da Polícia Civil realizada na manhã desta sexta-feira (8) resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema criminoso de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro na região de Araçatuba.

Batizada de “Última Cobrança”, a ação foi coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ligada ao Deic de Araçatuba, e mobilizou cerca de 50 policiais civis, além de 12 viaturas. As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nas cidades de Araçatuba e São José do Rio Preto.

Ao todo, foram expedidos 12 mandados de busca - dez em Araçatuba e dois em Rio Preto -, além de cinco mandados de prisão temporária. Três mulheres e dois homens acabaram detidos durante a ofensiva policial.

Segundo as investigações, o grupo atuava oferecendo empréstimos ilegais com cobrança de juros abusivos e utilizava ameaças graves para pressionar vítimas inadimplentes. A polícia apura ainda denúncias de intimidação, constrangimento e até tomada de bens como forma de cobrança das dívidas.

Durante as diligências, os policiais apreenderam R$ 32.141 em dinheiro, anotações relacionadas à prática de agiotagem, celulares, notebooks e diversos aparelhos eletrônicos que teriam sido entregues por vítimas como garantia dos empréstimos.

Também foi encontrado um simulacro de pistola, que, de acordo com a investigação, possivelmente era utilizado para ameaçar os devedores. Munições de diferentes calibres foram localizadas em um dos imóveis, o que levou à prisão em flagrante de um dos investigados por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

A operação contou com apoio de todas as unidades do Deic de Araçatuba, da Delegacia Seccional de Polícia e de equipes especializadas da Deic/GOE de São José do Rio Preto.

As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogadas ou convertidas em prisão preventiva conforme o andamento das investigações.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, extorsão, usura e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

As investigações continuam e a polícia busca identificar outras possíveis vítimas do esquema criminoso que atuava na região.

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