Araçatuba apresentou um perfil interessante em relação aos nascimentos nos últimos anos, com uma predominância de nascimentos masculinos. De acordo com dados do Registro Civil cedidos pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP) à Folha da Região, entre 2024 e 2026, o município registrou 4.945 nascimentos, com destaque para o número de meninos, que superaram as meninas em quase todos os anos.
Em 2024 nasceram 1.048 meninos e 1.058 meninas. Mas em 2025 houve 1.123 nascimentos masculinos contra 1.009 femininos. Em 2026, o número de meninos continua a superar o de meninas, com 366 meninos e 340 meninas. Isso destaca uma leve tendência de mais nascimentos masculinos em comparação aos femininos, com uma diferença maior em 2025.
Esse padrão é interessante, pois reflete o cenário nacional, onde o Brasil registrou um crescimento de 2,3% no número de nascimentos em 2025, totalizando 2,51 milhões de bebês. Apesar do aumento, o número ainda não chegou aos níveis pré-pandemia, quando foram registrados 2,9 milhões de nascimentos em 2018. Esse crescimento é atribuído ao "efeito compensação", já que muitos casais adiaram a maternidade e paternidade durante a pandemia e a crise econômica.
Além disso, dados de 2025 indicam que 6,9% das certidões de nascimento não apresentaram o nome do pai, refletindo um alto índice de pais ausentes.
Com base nesses dados, Araçatuba segue uma tendência de nascimentos masculinos mais alta que a feminina, mas ainda com uma divisão que reflete o cenário observado em todo o Brasil.
Queda de registros nos cartórios
Um levantamento da Folha da Região, com base no Portal da Transparência do Registro Civil do Brasil, revela uma mudança silenciosa, porém profunda, no perfil demográfico da região de Araçatuba: o número de nascimentos vem caindo de forma consistente ao longo da última década.
O principal destaque está em Araçatuba, maior cidade da região, que registrou 2.651 nascimentos em 2015. Em 2024, esse número caiu para 2.106, uma redução de aproximadamente 20,6% no período. Já em 2025, houve leve recuperação, com 2.133 registros, enquanto os primeiros quatro meses de 2026 somam 706 nascimentos.
Para o presidente da Arpen/SP, Leonardo Munari de Lima, os números relacionados ao nascimento e à diminuição de registros nos últimos anos são mais do que uma simples estatística. “A leitura desses dados vai além do presente. Ela permite projetar cenários futuros e entender, por exemplo, se haverá maior pressão por serviços infantis ou, ao contrário, um envelhecimento populacional mais acelerado. Isso é essencial para políticas públicas mais eficientes e sustentáveis.”, afirma Munari.
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