O aumento dos atropelamentos de animais em Andradina tem acendido um sinal de alerta e gerado preocupação entre autoridades e protetores. Mais do que o crescimento dos casos, o que chama atenção é o abandono de animais feridos nas vias, muitas vezes deixados sem qualquer tipo de socorro após os acidentes.
Segundo levantamento do Departamento de Proteção Animal, até 15 de abril deste ano, cerca de 20 casos de atropelamentos já haviam sido atendidos pela equipe, envolvendo tanto animais de rua quanto animais com tutor. A maioria das ocorrências resultou em fraturas graves, além de casos em que os animais não resistiram antes mesmo de receber ajuda.
O número, no entanto, pode ser ainda maior. Isso porque o balanço considera apenas situações oficialmente comunicadas ao Departamento, enquanto outros episódios podem ter ocorrido sem notificação.
De acordo com o secretário Fabrício Mazotti, o problema não está apenas no acidente em si, mas na omissão após o atropelamento. Segundo ele, deixar um animal ferido sem assistência agrava o sofrimento e pode ser decisivo entre a vida e a morte.
A situação tem reforçado o apelo por conscientização e responsabilidade. A orientação é para que, ao presenciar um atropelamento ou encontrar um animal ferido, o motorista ou qualquer cidadão acione imediatamente o Departamento de Proteção Animal ou um médico veterinário.
Autoridades também alertam que reduzir a velocidade, manter atenção redobrada no trânsito e agir com empatia são atitudes fundamentais para evitar tragédias e preservar vidas.
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