Brejo Alegre, a 43 km de Araçatuba, terá duas chapas na disputa pela Prefeitura na eleição suplementar marcada para 17 de maio, convocada após a cassação do então prefeito Rafael Alves dos Santos (PSD). De um lado, estão Wilson Marques Leopoldo (MDB), como pré-candidato a prefeito, e Washington Luiz dos Santos (PSD), como vice. Do outro, Maysa Rodrigues (PSDB) encabeça a chapa ao lado de Adriano Bonilha (União Brasil), pré-candidato a vice-prefeito.
As candidaturas foram oficializadas em convenções realizadas na Câmara Municipal em dias consecutivos. No domingo (12), MDB, PSD, PV e PT confirmaram a chapa de Wilson e Washington em um evento que reuniu apoiadores, lideranças políticas e autoridades, com plenário lotado entre 9h e 12h.
Em seu discurso, Wilson destacou que a candidatura é resultado de diálogo e compromisso com o município. Washington reforçou a proposta de uma gestão pautada pela transparência e participação popular.
O evento contou com a presença de lideranças como Enrico Misasi, presidente do MDB do município de São Paulo; Gustavo Sena, assessor de Itamar Borges; Paulo Henrique, assessor do deputado Tomé Abuchaim; além de Cido Saraiva, Rafael Alves dos Santos (presidente do PSD), Orquicensio Silva (presidente do MDB) e outros representantes regionais. Vereadores como Franciano Xavier Martos e Julierme Leão também participaram e destacaram a união do grupo.
Já na segunda-feira (13), PSDB, Cidadania e União Brasil oficializaram a pré-candidatura de Maysa Rodrigues, com Adriano Bonilha como vice, também em convenção na Câmara Municipal. O encontro reuniu lideranças, filiados e apoiadores. Maysa foi candidata a prefeita também em 2024.
Durante os discursos, foram destacadas propostas voltadas ao desenvolvimento da cidade, com foco no fortalecimento da economia local, melhorias nos serviços públicos e atenção às demandas da população. Maysa afirmou o compromisso com uma gestão baseada em transparência e participação popular, enquanto Adriano ressaltou a proximidade com a comunidade como eixo da candidatura.
Com a definição das duas chapas, o cenário político de Brejo Alegre se consolida para a eleição suplementar, que deve intensificar a mobilização no município nas próximas semanas.
A cassação
A eleição suplementar foi convocada após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que, em julgamento realizado em novembro do ano passado, manteve parcialmente a sentença da 25ª Zona Eleitoral de Birigui e cassou os diplomas do prefeito Rafael Alves dos Santos (PSD) e do vice-prefeito Wilson Marques Leopoldo (MDB) por abuso de poder político e econômico.
A ação, movida pelo Ministério Público Eleitoral, apontou a existência de um esquema de transferências fraudulentas de títulos eleitorais para Brejo Alegre, com o objetivo de favorecer a chapa nas eleições de 2024. Segundo a acusação, eleitores de outras cidades teriam sido incentivados a transferir o domicílio eleitoral mediante vantagens e favores com uso da máquina pública.
Por decisão unânime, o TRE-SP também declarou a inelegibilidade de Rafael por oito anos, enquanto afastou a mesma sanção em relação ao vice, por falta de comprovação de envolvimento direto nos fatos. Ele agora concorre à vaga de prefeito.
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