COMÉRCIO AMBULANTE

Câmara vota novas regras para ambulantes em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Projeto em votação prevê novas regras para ambulantes, com limites, punições e critérios de organização urbana.
Projeto em votação prevê novas regras para ambulantes, com limites, punições e critérios de organização urbana.

A Câmara Municipal de Campinas vota nesta segunda-feira (13) um projeto que altera as regras para o comércio ambulante em Campinas. A proposta, de autoria do Executivo, será analisada na 20ª Reunião Ordinária.

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O texto modifica a legislação atual para atualizar os critérios de concessão e uso de espaços públicos por ambulantes, além de estabelecer novas regras de funcionamento e fiscalização.

Um dos pontos centrais é a limitação de permissões: cada ambulante poderá ter apenas um ponto de comércio, medida que, segundo a justificativa, busca ampliar o acesso às vagas disponíveis.

Transferência e restrições

O projeto também define regras mais rígidas para transferência das permissões. Pelo texto, o repasse só poderá ocorrer após um prazo mínimo de três meses da concessão ou da última transferência.

Além disso, quem transferir o ponto ficará impedido de solicitar nova autorização por dois anos. O projeto também exige autorização prévia para qualquer mudança e estabelece regras específicas em caso de falecimento do titular, permitindo a continuidade da atividade por herdeiros.

Multas e cancelamento

A proposta cria um sistema progressivo de penalidades. As multas variam entre 10% e 30% do valor da mensalidade, de acordo com a reincidência.

Na quarta infração, o permissionário poderá ter a autorização cancelada.

Regras para ocupação urbana

O texto também trata do ordenamento do espaço público. Entre as exigências, está a distância mínima de 200 metros de escolas, clubes e associações, além de 250 metros entre ambulantes que exerçam a mesma atividade.

Há exceções para eventos culturais, esportivos e turísticos, nos quais será permitida a atuação temporária.

Outro ponto previsto é a regulamentação das chamadas instalações removíveis, como barracas e trailers, que deverão seguir regras específicas a serem definidas posteriormente por decreto.

A proposta será discutida em plenário a partir das 18h e integra o debate sobre a organização do comércio de rua na cidade, em um momento de maior atenção sobre o uso do espaço público.

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