CRIPTONITA

Operação contra lavagem com criptomoedas prende GCM em Indaiatuba

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Governo de SP
Ação contra lavagem de dinheiro com criptomoedas prende suspeitos em três estados; entre eles, um guarda municipal em Indaiatuba.
Ação contra lavagem de dinheiro com criptomoedas prende suspeitos em três estados; entre eles, um guarda municipal em Indaiatuba.

Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo desarticulou um esquema milionário de lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas e levou à prisão de suspeitos em diferentes estados do país.

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Batizada de Operação Criptonita, a ação cumpriu mandados em cidades do interior paulista e também no Nordeste. Quatro pessoas foram presas, incluindo um dos alvos localizado em Indaiatuba, identificado como Guarda Civil Municipal.

Um quinto investigado já estava detido em outro procedimento conduzido por órgãos de investigação.

Esquema envolve criptomoedas

As apurações indicam que o grupo utilizava criptoativos para ocultar a origem de valores ilícitos e movimentar grandes quantias fora do sistema financeiro tradicional.

O caso ganhou força a partir da investigação de um sequestro ocorrido no Shopping Cidade Jardim, na capital paulista. A partir desse episódio, os investigadores identificaram uma organização estruturada, com divisão de funções entre os integrantes.

Conexão com fraude milionária

A investigação também se conecta a um inquérito anterior da área de crimes cibernéticos, que apura uma fraude bancária com prejuízo estimado em R$ 146,5 milhões.

Segundo as autoridades, a vítima do sequestro teria ligação com esse esquema e participação na movimentação dos recursos por meio de criptomoedas.

Há ainda indícios de que parte dos valores teria sido desviada, o que pode ter motivado o crime.

Além disso, foram identificadas transferências superiores a R$ 70 milhões para um parceiro comercial, consideradas incompatíveis com a renda declarada.

Apreensões e investigação

Durante o cumprimento de 14 mandados de busca, os agentes apreenderam relógios de luxo, veículos de alto padrão, dinheiro, celulares, notebooks e equipamentos usados em transações digitais.

De acordo com o delegado Marcus Vinícius da Silva Reis, responsável pelo caso, o grupo atuava de forma organizada.

As investigações apontam para uma estrutura criminosa que utilizava criptomoedas para ocultar a origem ilícita dos valores e viabilizar a movimentação financeira do grupo”, afirmou.

As investigações continuam para aprofundar o rastreamento do dinheiro e identificar outros envolvidos.

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