O setor de alimentação fora do lar voltou a ganhar força na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e apresentou, em fevereiro, o melhor desempenho na geração de empregos formais dos últimos 26 meses.
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Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, apontam 4 mil contratações e 3.021 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 979 novas vagas com carteira assinada nos 20 municípios da região.
O resultado também tem peso no cenário estadual. As contratações da RMC representam 9,56% de todas as vagas criadas no setor em São Paulo, que somou 10.241 novos postos no mesmo período.
Após um período de retração, o desempenho indica uma virada. O setor vinha de quatro meses consecutivos de saldo negativo, sequência iniciada em outubro do ano passado. Agora, além da recuperação, o número registrado em fevereiro é o melhor desde janeiro de 2024, quando começou o monitoramento mensal regional.
No acumulado de 2026, o segmento já soma 724 novos empregos, reforçando a tendência de retomada gradual.
Entre os municípios com maior geração de vagas, Campinas lidera com 377 postos, seguida por Holambra (160), Hortolândia (120), Sumaré (119) e Indaiatuba (74).
Por outro lado, algumas cidades ainda registraram leve retração, como Nova Odessa (-6), Monte Mor (-4), Pedreira (-2) e Santo Antônio de Posse e Valinhos (-1 cada). Jaguariúna apresentou equilíbrio entre admissões e desligamentos.
Para o presidente da Abrasel Regional Campinas, André Mandetta, os números evidenciam a relevância do setor. “Primeiro, a força do setor de alimentação fora do lar na região dentro da economia estadual. Os 979 novos postos representam 9,56% das contratações em todo o Estado”, destacou.
Ele também aponta a recuperação após meses de dificuldades. “O segundo ponto é a resiliência do setor, que após quatro meses volta a registrar saldo positivo, com o melhor desempenho dos últimos 24 meses”, afirmou.
O avanço na geração de empregos indica uma retomada gradual, após um período marcado por custos elevados e pressão sobre as margens das empresas.
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