Assim mesmo, com 3 pontinhos. É que escrevi várias vezes nesse mesmo espaço (www.folhadaregiao.com.br) a respeito das placas da cidade, fossem elas as que identificam (?) ruas e logradouros (ôpa!) ou aquelas publicitárias, que emporcalham as vias comerciais. Quando publicadas, tive bom retorno dos leitores e ouvi comentários nos círculos políticos de que providências positivas estariam em estudo e seriam logo tomadas. Não foram... Araçatuba continua com péssima sinalização, salvo algumas poucas avenidas e ruas, como está longe de ser reputada (êêpa!) uma “cidade limpa”, nada havendo com o recolhimento do lixo urbano, o que daria outra crônica.
Fato é que, seguidor que sou das boas postagens do aguerrido conterrâneo Marco Cenci, me deparei com a publicação de imagem de uma belíssima e limpíssima placa identificando a rua Torres Homem, justamente a que cortava – e ainda corta – a rua Tabajaras, onde menino e rapagote passei boa parte da minha modesta vida na casa que meu pai, o jornalista Jeremias, mandou construir sobre o terreno de esquina agrupado de 2 lotes que adquiriu nos meados dos anos 1950.
Não só fixou residência como mandou plantar belas e frondosas árvores no entorno, que me incumbiu cuidar durante muitos e bons anos. No espaço do jardim, defronte a Tabajaras, minha mãe, a dedicada professora Leonor, organizou um sortido roseiral, talvez em memória às férias que desfrutava na chácara dos seus avós, nos idos de sua meninice e juventude, em Rio Claro. Hoje a casa resiste parcialmente desfigurada, mas as belas árvores e as roseiras não mais. Nem mesmo o pé de romã, cujos doces frutos colhia ávido quando passavam do amarelado para o avermelhado, madurinhos de dar gosto.

Mas a bonita placa, infelizmente me advertiu o Marco, foi mero fruto (arrgh..) da sua habilidade em lidar com a tal Inteligência Artificial. Isto é, nunca existiu e, pelo rufar dos tambores, jamais existirá. Não passou de criação dele para ilustrar sua postagem em nostálgica referência à bela rua Torres Homem, ainda razoavelmente salpicada de árvores do passado. Eu, oportunista, uso a plaquinha de esquina idealizada por ele não só para ilustrar esta crônica, como para sugerir ela própria de modelo para renovação de todas as placas de rua da cidade, inexistentes ou ilegíveis.
Jeremias Alves Pereira Filho é sócio de Jeremias Alves Pereira Filho Advogados Associados. Especialista em direito empresarial e professor emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Araçatubense nato
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