Uma operação de fiscalização realizada pela CPFL Paulista nesta quarta-feira (19) revelou um cenário preocupante em Araçatuba. Das 23 instalações vistoriadas em diversos bairros da cidade, seis apresentaram fraudes no consumo de energia elétrica.
Um dos casos mais graves foi identificado em um comércio varejista de carnes. No local, técnicos constataram a manipulação do medidor por meio da interrupção da bobina de potencial, prática usada para impedir o registro real do consumo.
Após a identificação das irregularidades, as equipes da concessionária fizeram a regularização imediata das medições. Agora, a empresa apura o volume de energia desviado para cobrar retroativamente os valores não registrados dos responsáveis.
A ação faz parte de uma ofensiva estratégica da CPFL contra furtos e fraudes, realizada com apoio das forças policiais. Entre janeiro e dezembro de 2025, a concessionária identificou mais de 35 mil irregularidades em toda a área de concessão.
No mesmo período, foram recuperados mais de 45 mil MWh de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 23 mil residências durante um ano.
Para ampliar a precisão das vistorias, a companhia vem investindo em medidores blindados e em sistemas de monitoramento com inteligência artificial, com foco especial nos grandes consumidores.
A concessionária alerta que o furto de energia, além de ser crime, representa risco elevado à segurança. Ligações clandestinas podem sobrecarregar a rede, provocar interrupções no fornecimento e causar acidentes fatais.
De acordo com a legislação brasileira, a fraude ou o furto de energia pode resultar em pena de detenção de um a quatro anos, além da cobrança retroativa de todo o consumo desviado e de multas.
A empresa também destaca que parte das perdas causadas por esse tipo de crime é repassada à tarifa de todos os consumidores durante as revisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A população pode colaborar com denúncias anônimas por meio do aplicativo CPFL Energia ou pelo site oficial da companhia.
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