O motorista envolvido no atropelamento que resultou na morte de Maria Lúcia de Oliveira, de 60 anos, em Birigui, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil na tarde da última terça-feira (17).
O caso, que causou comoção na cidade, aconteceu na rua Euclides Miragaia e foi inicialmente registrado como atropelamento seguido de fuga. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
O condutor, de 36 anos, compareceu ao 1º Distrito Policial acompanhado do advogado Jeronimo Junior, onde foi ouvido pelas autoridades. Em depoimento, relatou que dirigia um Corolla pela via, no sentido Centro/Bairro, quando, ao passar por uma valeta nas proximidades do Tiro de Guerra, viu a vítima caindo ao solo. Segundo ele, ainda tentou desviar, mas, devido à proximidade, não conseguiu evitar o atropelamento.
Sobre ter deixado o local, o motorista afirmou que agiu por medo de sofrer agressões, diante da aglomeração de pessoas formada logo após o acidente.
Ainda conforme o relato, após a colisão, ele parou o veículo, desceu e foi até a vítima, permanecendo por alguns minutos à espera de socorro ou da chegada da polícia. No entanto, diante da ausência imediata de atendimento e do clima de tensão, decidiu ir embora.
Para a defesa, a apresentação espontânea reforça a intenção de colaborar com a apuração dos fatos.
“Desde o início, nosso cliente não teve a intenção de se esquivar. Ele permaneceu no local por um período e só se retirou por receio da reação das pessoas. A apresentação demonstra que ele está à disposição para esclarecer tudo o que aconteceu”, afirmou o advogado.
Paralelamente, circulam em aplicativos de mensagens informações não oficiais, entre elas a suposta existência de uma imagem do momento do acidente. A reportagem, no entanto, não teve acesso ao material.
Relatos de testemunhas também apontam a possibilidade de que a vítima tenha sofrido um mal súbito antes de cair na via, o que pode ter comprometido qualquer tentativa de reação por parte do condutor. Essa versão, porém, ainda não foi confirmada oficialmente e será apurada no curso das investigações.
A Polícia Civil segue com diligências para esclarecer as circunstâncias do caso, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança e a oitiva de testemunhas.
O caso permanece em investigação.
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