TRÂNSITO EM JULGADO

Justiça expede mandado de prisão contra ex-prefeito de Bocaina

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/redes sociais
A ação tramitou pela 1.ª Vara Criminal da Comarca de Jaú, com decisão pela condenação de Kiko Danieletto, de um apoiador e da esposa dele
A ação tramitou pela 1.ª Vara Criminal da Comarca de Jaú, com decisão pela condenação de Kiko Danieletto, de um apoiador e da esposa dele

Bocaina - A Justiça expediu mandados de prisão contra o ex-prefeito de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) João Francisco Bertoncello Danieletto, o Kiko Danieletto, e contra outros dois réus condenados em uma ação penal que transitou em julgado. O processo corre em segredo de Justiça. A pena a ser cumprida pelos três é de cinco anos de reclusão em regime fechado. O cumprimento dos mandados já ocorreu, mas os réus não foram localizados e, segundo a Polícia Civil, são considerados foragidos.

A reportagem apurou que a ação penal refere-se a supostas irregularidades relacionadas à contratação de uma empresa, em 2008, para serviços de limpeza pública em Bocaina. As investigações apontaram "conluio" para favorecer uma das participantes, pertencente a um apoiador político do ex-chefe do Executivo.

Vinte dias após ser registrada na Junta Comercial do Estado em nome da esposa desse apoiador, a empresa já estava cadastrada na Prefeitura de Bocaina e, três meses depois, assinava o seu primeiro contrato com o Município. Durante três anos, ela teria emitido 24 notas fiscais, 22 delas somente para o Executivo.

A ação tramitou pela 1.ª Vara Criminal da Comarca de Jaú, com decisão pela condenação de Kiko Danieletto, do apoiador e da esposa dele. Os recursos disponíveis se esgotaram nas instâncias superiores e, em acordão recente, a 4.ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) publicou o trânsito em julgado.

Na decisão, o TJ determinou a expedição dos mandados de prisão contra os três para o início da execução das penas. A reportagem entrou em contato com o escritório Cavalcanti Sion Advogados, que consta nos autos como o responsável pela defesa do ex-prefeito. Por e-mail, ele informou que já encerrou o trabalho para o qual foi contratado. "Para a fase de execução, ele (Kiko) contará com outro escritório", declarou.

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