ADEQUAÇÕES

Começam obras do trecho Jundiaí–Campinas do Trem Intercidades

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Daniel Tegon Polli / Arquivo JJ
Intervenção de 44 km será executada em 28 meses e integra projeto de ligação ferroviária entre a capital e o interior paulista
Intervenção de 44 km será executada em 28 meses e integra projeto de ligação ferroviária entre a capital e o interior paulista

Tiveram início em fevereiro as obras de infraestrutura do Trem Intercidades (TIC) – Eixo Norte, no trecho entre Jundiaí e Campinas. O Consórcio Expresso Paulista, formado pelas empresas AGIS e Cetenco, é responsável pela implantação dos subtrechos 2C, 3A, 3B, 3C e 3D, ao longo de aproximadamente 44 quilômetros de via férrea.

O prazo contratual é de 28 meses, com conclusão prevista para junho de 2028. O traçado atende também os municípios de Louveira, Vinhedo e Valinhos.

Contratado pela Engetrens Serviços de Engenharia e Projetos Ltda., o consórcio executará o empreendimento em duas etapas. A fase de pré-construção envolve análise dos projetos executivos, validação de quantitativos, consolidação do planejamento físico-financeiro e proposição de ajustes técnicos. Na sequência, será realizada a renovação integral da infraestrutura ferroviária.

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Os trabalhos incluem intervenções em áreas urbanas e trechos com infraestrutura ferroviária em operação, exigindo planejamento logístico específico, controle de interferências e gestão de acessos.

Segundo Cleber Muniz, diretor de contratos da AGIS, empresa de engenharia, o trecho apresenta desafios técnicos relacionados à integração entre nova infraestrutura e sistemas existentes. “Estamos tratando de uma renovação estrutural que envolve adequação de subleito, reforço de plataforma ferroviária, implantação de novos sistemas de drenagem longitudinal e transversal e compatibilização geométrica com os parâmetros operacionais previstos para o TIC”, afirma.

De acordo com o executivo, a convivência com linhas ativas impõe controle rigoroso de interfaces. “A execução exige planejamento faseado, janelas operacionais coordenadas com a ferrovia em funcionamento e integração entre equipes de via permanente, terraplenagem e estruturas especiais. O sequenciamento construtivo foi estruturado para garantir estabilidade da via, segurança operacional e previsibilidade de cronograma”, diz.

Muniz acrescenta que o projeto é considerado estruturante para a mobilidade ferroviária paulista. “Trata-se de um empreendimento de alta complexidade técnica, com governança contratual robusta e requisitos rigorosos de desempenho. A consolidação desse trecho é fundamental para viabilizar um sistema ferroviário mais eficiente entre a capital e o interior do Estado”, afirma.

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