O asfalto voltou a ceder na avenida Felisbina de Souza Machado, no bairro Jardim Imperial, em São José dos Campos, e reacendeu o alerta entre moradores nesta semana. A preocupação é de que o novo afundamento evolua para a abertura de uma terceira cratera na via, que já registrou dois grandes desmoronamentos recentes.
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Após a chuva, a água ficou empoçada no ponto onde o asfalto apresentou recalque, cenário semelhante ao que antecedeu as ocorrências anteriores. O trecho fica próximo da primeira cratera, aberta há mais de 15 dias e que chegou a “engolir” um caminhão.
Dias depois, uma segunda cratera se formou na mesma rua, provocando a interdição de quatro casas e um prédio residencial nas proximidades.
Medo de novos desmoronamentos
Moradores relatam receio constante de novos colapsos no solo, principalmente em dias de chuva.
Entre os principais riscos apontados estão: acidentes com motoristas, devido a buracos e desníveis; danos a veículos, como pneus, rodas e suspensão; perigo para pedestres, caso a instabilidade avance para calçadas e imóveis; erosão subterrânea, com possível agravamento da situação.
Além do afundamento, há relatos de transbordamento de esgoto e mau cheiro após a chuva. “Os moradores pedem socorro”, afirmou um morador à reportagem, cobrando solução definitiva para o problema.
O que diz a Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que iniciou obra de recuperação da galeria de águas pluviais utilizando o chamado “método não destrutivo”, técnica que busca estabilizar o solo sem necessidade de grandes escavações.
Segundo a administração, a Urbam já concluiu o preenchimento com pedras na erosão mais crítica, próxima à Praça Antônio Moreira Vita, e iniciou intervenção na outra cavidade, na esquina com a Rua Roberto Baranov.
Equipes da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal permanecem no local 24 horas por dia para monitoramento e segurança.
Posição da Sabesp
A Sabesp informou que realizou vistoria técnica na sexta-feira (13) e afirmou que não há novo afundamento de solo, mas sim um recalque do asfalto, possivelmente provocado pelo tráfego intenso de veículos pesados.
A companhia explicou que, após o primeiro afundamento, foi necessária uma intervenção emergencial para desvio da rede coletora de esgoto, com recomposição provisória do pavimento.
A recomposição definitiva do asfalto está programada para este fim de semana, condicionada às condições climáticas favoráveis.
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