Terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, a Embraer acumula 459 jatos comerciais a serem produzidos e entregues, conforme relatório financeiro divulgado pela fabricante em 27 de janeiro.
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Desse total, o jato E195-E2 tem a maior fatia das encomendas, com 235 pedidos firmes a entregar, seguido do jato E175, com 190 aviões a serem entregues, e do jato E190-E2, com 34.
Considerando os aviões entregues, o E175 lidera com 813 jatos, depois o E195-E2 com 166 e o E190-E2 com 33, totalizando 1.012 aeronaves entregues pela Embraer, de um total de 1.471 pedidos firmes – 1.003 do E175, 401 do E195-E2 e 67 do E190-E2.
Há ainda 403 opções e direitos de compra de aeronaves, que podem ou não se transformar em pedidos firmes.
Países
Clientes nos Estados Unidos lideram o ranking de países que aguardam por entregas de aviões da Embraer, com 247 jatos, 54% do total. A Suécia aparece em segundo, com 45 jatos, e depois Brasil (25), Chile (24) e Canadá (23).
No quesito de pedidos, a hegemonia americana é ainda mais superlativa. Empresas no país encomendaram 1.017 jatos para a Embraer, nada menos do que 69% do total de pedidos recebidos pela companhia brasileira, que tem sede em São José dos Campos.
Desse total de pedidos, os americanos receberam 770 aeronaves, 76% do volume de entregas da Embraer.
O país na segunda colocação é o Canadá, com 90 pedidos, 67 entregas e 23 jatos a receber. O Brasil aparece em terceiro: 31 encomendas, seis recebimentos e 25 aeronaves ainda a serem entregues.
Tarifaço
O histórico consolidado de negócios entre a Embraer e empresas americanas foi um dos principais fatores que levou o governo dos EUA a recuar de sobretaxar em mais 40% a importação de aviões – segmento foi taxado em 10%, índice que a Embraer tenta reverter e trazer para zero.
Após o anúncio da sobretaxa de 40% em agosto de 2025, chegando a 50% de taxa para os aviões, o setor foi poupado do tarifaço do presidente Donald Trump após pressão de empresas aéreas americanas, além de trabalho de convencimento da própria Embraer.
Praticamente todo o mercado de aviação regional nos EUA utiliza aviões da fabricante brasileira, especialmente o E175, considerado “espinha dorsal da aviação regional americana”.
Produção
Embraer encerrou o quarto trimestre de 2025 com uma carteira de pedidos (vendas) em US$ 31,6 bilhões – cerca de R$ 168 bilhões. A fabricante classificou o resultado como “nível recorde”.
A Embraer também alcançou o seu recorde histórico de entrega de aviões em 2025, com o número de 244 aeronaves, acima da estimativa de entregar até 240 aviões comerciais e executivos.
Tal volume não é atingido desde 2010, quando a fabricante alcançou 244 aeronaves em um ano e bateu o recorde da série histórica desde 2000 -- 2025 e 2010 se tornam os anos com mais entregas de aviões nos últimos 25 anos.
No ano passado, a fabricante entregou 78 jatos comerciais e 155 executivos, respectivamente com alta de 6,85% e 19% na comparação com as entregas de 2024 – 73 e 130, respectivamente.
Considerando o nível de cerca de 80 jatos comerciais entregues ao ano, as 459 aeronaves encomendadas garantem uma produção de quase seis anos na fabricante.
Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano.
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