TRAMA GOLPISTA

Por unanimidade, STF condena 9 militares do núcleo 3

Por José Marques e Ana Pompeu | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/ Marcelo Camargo/Age?ncia Brasil
A previsão é a análise ser concluída até a manhâ de quarta (19).
A previsão é a análise ser concluída até a manhâ de quarta (19).

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou por unanimidade, nesta terça-feira (18), nove réus do chamado núcleo operacional -grupo acusado de integrar o plano golpista que incluía a preparação de ataques contra autoridades, entre elas ministros do STF. A análise deve ser concluída até a manhã desta quarta (19).

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O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação do grupo e pela absolvição do general da reserva Estevam Theophilo, por falta de provas. É a primeira vez que Moraes se posiciona pela absolvição de um réu ligado à trama.

Moraes considerou que oito militares e um policial federal atuaram organizadamente para tentar manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota eleitoral de 2022, com ações que envolveriam uso de tropas, cooptação do Alto Comando do Exército e a participação em grupos clandestinos como o “Copa 2022”, responsável por planejar a neutralização de autoridades.

Foram condenados Bernardo Romão Correa Neto, Fabrício Moreira de Bastos, Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Sérgio Ricardo Cavaliere e Wladimir Matos Soares. Já Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior responderão por crimes mais leves, como associação criminosa e incitação à animosidade contra as Forças Armadas.

Segundo o voto, o núcleo 3, responsável por ações práticas e execuções de etapas do plano, estimulou manifestações no Congresso e no STF, além de discutir a utilização de tropas para criar as condições de ruptura democrática. As trocas de mensagens com o tenente-coronel Mauro Cid, exibidas por Moraes, foram usadas para demonstrar o alinhamento do grupo com o núcleo político da trama, que já resultou na condenação do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier.

A defesa dos réus afirma que as acusações são baseadas em indícios insuficientes e que o STF ignorou provas absolutórias.

*Matéria atualizada às 17h10

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