OPINIÃO

No Rancho1/2 Boca

24/05/2024 | Tempo de leitura: 3 min

Transcorria o ano de 1994. A saga de grandes cavaleiros movidos pela paixão por este nobre animal, o cavalo, fez nascer, crescer e agigantar um dos mais longevos e apaixonantes grupos que chega aos 30 anos de uma bela existência. No início, lá estavam o Val (Ariovaldo Correa), o Moita (Decio Peixoto), o Pedrão (Jose Pedro Cremonesi) e Luis Armando (Luis Armando Toresin), movidos pela fé, a fé que une. Havia uma propriedade no Bairro de Jundiaí Mirim do Ademir Torezin com estrutura para acomodação dos animais.

Não pensaram com lentidão. Arrendaram o espaço. A boa cocheira recolhia os arreios e os animais. Assim nasceu o Rancho 1/2 Boca. Não tardaram outros cavaleiros amigos se juntarem ao Rancho, para correr terras em busca de aventuras em noites enluaradas. As quartas-feiras se estendiam pelas trilhas e campos dos bucólicos bairros do Caxambu, Rio Acima, Mato Dentro, Roseira e Toca e terminavam no recanto do bar do grande romeiro Mingo FonteBasso. O cavaleiro das Romarias. Água para os cavalos e para os cavaleiros, pois ninguém é de ferro. O costume das cavalgadas chegou aos familiares. Os fins de semanas eram marcados por passeios belíssimos. Mães, filhos e netos, montados em seus briosos alazões, galopam os mesmos caminhos de sol, com prazer e afeição.

Vieram as Romarias. Tempo de fé. Tempo de venerar Bom Jesus em Pirapora e Perdões. Reviver momentos passados e cumprir novas promessas. Também é tempo de homenagear todos os romeiros de fé, que preservam essa santa tradição que confere na sua expressão maior, nossa identidade cristã. Todos os anos o calendário do Rancho enfrenta o santo desafio de percorrer a santa Estrada que leva até o altar do Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Na última semana do mês de novembro acontece a famosa Cavalgada do Rancho. Impressionante o número de cavaleiros reunidos. Já se chegou a mais de mil participantes. No ano de 2012, buscou-se um novo local para os animais. Escolhido o bairro do Pinheirinho, na travessa Jose Alves Rangel, 95 em Jundiai Mirim. A paixão cada vez maior neste nobre animal, o cavalo, uma marca de convívio inseparável e um fortíssimo produtor de amizades entre os homens.

O Rancho 1/2 Boca é um modelo nesses elementos concretos de nossa arte, de aprendizes de saber viver. Ainda assim ouso dizer que não dá para fazer um Rancho amigo e alegre se não fosse a virtude da solidariedade, talvez não chegasse aonde chegou. Pura observação do senso comum. A alma desses cavaleiros é aquela do abraço incontido, interminável. Aquela emoção destampada ao montar o seu belo animal. E é por tudo isso que Val, Nardo, Jefinho, Marcão, Pedrão, Denis, Zelão, Vagão, André Banha, Lixa, Zago, Lambert, Zé Kika, Luizão, Bororo, Thiago, Jorginho, Cabelinho, Eder, Romulo e Linquinho estarão de braços a abertos a receber todos os seus amigos e convidados para a tradicional Feijoada do Rancho 1/2 Boca, neste domingo, na Igreja da Fé do aprazível condado da Toca.

Sim, os cavalos despertam na gente um amor difícil de domar. Vivamos a juventude eterna de nossos corações cavalgando as trilhas dessa vida. Cada trote é um poema escrito na linguagem única dos que cavalgam em harmonia. Deus abençoe o Rancho 1/2 Boca.

Guaraci Alvarenga é advogado (guaraci.alvarenga@yahoo.com.br)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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