Crônica

Vitrais da São João

20/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min

Modo de dizer... O nome técnico é pomposo(ôpa!): Santuário de São João Baptista e de São Judas Tadeu. Ou, para os íntimos, Igreja de São João - sem demérito para São Judas - que já foi protagonista em várias crônicas nesse mesmo espaço. Congregação religiosa fundada pelo Padre Francisco Sersen, em 1951, que originariamente projetou a antiga paróquia na recém aberta esplanada criada pela então magnífica praça de, obviamente, São João e sem inclusão do colega São Judas, injustamente “cancelado”. Era uma beleza a Igreja isolada por todos os lados, assim como a praça, numa área plana que descortinava para o horizonte. Bem organizada, arborizada, florida, fonte luminosa, limpa e bem iluminada, profusão de bancos, calçamento artesanal de pedras portuguesas assentadas com esmero, etc e tal. Cheia de vida,  pessoas praticando “footing”, crianças espalhadas pelo espaço, atividades civis, artísticas e religiosas desde o sábado...

Mas falava eu sobre a Igreja de São João que, entre suas duas belas torres, cada uma com seu relógio, possuía – e possui – uma quase esquecida escadaria de acesso ao mezanino recuado que deveria acomodar – e nunca acomodou - um conjunto de órgão de tubos de face para a nave principal, na direção do altar. A quatro lances do nível do solo se chega nesse espaço, do qual  parte outra estreitíssima escada até o alto das torres para manutenção dos relógios. De lá de cima se vislumbra(êpa!) todo o bairro de São João e adjacências. 

Quem do mezanino observa o altar, embora se emocione com o amplo e silencioso espaço da nave, fica de costas para a “jóia da coroa”, isto é, o lindíssimo vitral que, nos dias claros de maio, surge retumbante para os olhos e  permite apreciar seus detalhes artísticos  e religiosos. Num giro de 180º o visitante percebe o vitral e, para sua surpresa, uma porta nele próprio disfarçada que se abre para o balcão do mezanino, justamente de cara para a praça de São João,   possibilitando descortinar o bairro na direção da rua Aguapeí. Antes que o bairro acabe. 

Para o apreciador, indispensável assistir o honestíssimo vídeo elaborado pela dedicada equipe do Fotoclube Araçatuba, realizado em 24/12/2019, disponível no Youtube e nos seus arquivos. Ainda bem que ainda existem pessoas interessadas na memória da cidade. 

Jeremias Alves Pereira Filho

Sócio de Jeremias Alves Pereira Filho Advogados Associados; Especialista em Direito Empresarial e Professor Emérito da UPM-Universidade Presbiteriana Mackenzie.  Araçatubense nato.  

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