FALSO SEQUESTRO

Suspeito finge sequestro, pede resgate de R$ 150 mil a familiares e é preso

De acordo com a polícia, o corretor de seguros teria uma dívida com os outros detidos, razão pela qual resolveram forjar o sequestro.

08/04/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

Reprodução/PCGO/Uol

Prisão foi realizada no dia 4 de abril, por policiais do Grupo Antissequestro da Polícia Civil de Goiás.
Prisão foi realizada no dia 4 de abril, por policiais do Grupo Antissequestro da Polícia Civil de Goiás.

Um homem foi preso suspeito de fingir o próprio sequestro e pedir um regaste no valor de R$ 150 mil a familiares em Goiânia.

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O suspeito, um corretor de seguros, foi detido dentro do suposto cativeiro. Prisão foi realizada no dia 4 de abril, por policiais do Grupo Antissequestro da Polícia Civil de Goiás, no setor Residencial Park Solar.

Outros dois homens também foram presos. De acordo com a polícia, o corretor de seguros teria uma dívida com os outros detidos, razão pela qual resolveram forjar o sequestro. Os investigados foram presos em flagrante pelo crime de extorsão majorada, sendo colocados à disposição do Poder Judiciário.

Pedido de resgate de R$ 150 mil. O delegado Samuel Moura, do Grupo Antissequestro (GAS), revelou que os familiares do homem procuraram a polícia preocupados após os supostos sequestradores entrarem em contato pedindo dinheiro.

"A companheira da suposta vítima e seus familiares compareceram aqui na Deic narrando que a então vítima corretora de seguros havia sido sequestrada por dois indivíduos e sido levada para o cativeiro", contou o delegado.

Várias ligações e vídeos com violência. Familiares receberam diversos telefonemas do grupo e vídeos de espancamentos, que mostravam a vítima amarrada e apanhando. "A Polícia Civil iniciou várias diligências e localizou rapidamente o suposto cativeiro", disse o delegado.

Polícia descobriu o falso sequestro ao chegar no local. "Constatou-se que, na verdade, a vítima havia contraído uma dívida com esses dois indivíduos que passaram a ameaçá-la e tiveram a ideia de forjar o sequestro como forma de obter uma vantagem devida e fazer a quitação dessas dívidas. A suposta vítima já tinha passagens pelo crime de estelionato, e os dois indivíduos já tem passagens por tráfico de drogas e um deles por roubo e furto", acrescentou o delegado.

A polícia não divulgou o nome dos presos. Por isso, a reportagem não localizou a defesa dos investigados.

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