DESPEDIDA

Corpos de Garonzinho Maia e do filho, Kiko, serão enterrados em Campo Grande (MS)

Por Fernando Lemos e Priscilla Andrade |
| Tempo de leitura: 3 min
Acervo Pessoal/Facebook
Familiares e amigos terão cerca de 20 horas para se despedir de pai e filho, já que o velório deve ter início por volta dss 15h e estender-se pela madrugada
Familiares e amigos terão cerca de 20 horas para se despedir de pai e filho, já que o velório deve ter início por volta dss 15h e estender-se pela madrugada

Serão enterrados conjuntamente em Campo Grande (MS), na manhã desta terça-feira (1º), os corpos do pecuarista Garon Maia Filho, 42 anos, o Garonzinho, e do filho dele, Francisco Veronezi Maia,11 anos, que morreram após o avião em que estavam cair em uma fazenda de Vilhena (RO).

O acidente ocorreu no início da noite de sábado (29) em uma área de mata densa localizada nas proximidades do limite com o município de Comodoro (MT). Após liberação pelo Instituto Médico-Legal (IML), os corpos seguem nesta segunda-feira (31) para o cemitério particular Parque das Primaveras, na capital sul-mato-grossense.

Familiares e amigos terão cerca de 20 horas para se despedir de pai e filho, já que o velório deve ter início por volta de logo mais, às 15h, estendendo-se por toda a noite e madrugada. O sepultamento, em princípio, está marcado para esta terça-feira, por volta das 10h30.

O Cenipa (Centro de Investigação de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já deu início ao trabalho para conhecer os motivos da queda do bimotor Beechcraft Baron 58. Há um protocolo rígido para as investigações que apontarão a causa do acidente.

Inicialmente, por técnicas específicas, a equipe de investigação coleta dados, confirma algumas informações pertinentes ao andamento da etapa e verifica os danos causados à aeronave. O Cenipa é o órgão que apura ocorrências aeronáuticas para prevenir que acidentes com características semelhantes ocorram.

Desde domingo, circula nas redes sociais um vídeo, sem data conhecida, no qual Garonzinho "ensina" o filho a pilotar o avião que caiu e os matou no início da noite de sábado. No assento do piloto, Kiko consegue decolar a aeronave enquanto o pai bebe cerveja e se diverte ao celebrar a habilidade precoce do menino.

A tragédia que vitimou pai e filho aconteceu em uma área de mata fechada na divisa entre Rondônia e Mato Grosso. O avião decolou do aeroporto da cidade, distante cerca de 25 quilômetros, pouco antes das 18h do sábado e desapareceu dos radares oito minutos depois.

Ainda durante a noite de sábado, buscas foram iniciadas. Um grupo de busca e salvamento da FAB (Força Aérea Brasileira) chegou a realizar alguns sobrevoos na proximidades, porém não encontrou nenhum sinal da aeronave.

Os destroços do avião foram localizados na manhã de domingo (30), pelo dono da fazenda em que o acidente ocorreu. O bimotor prefixo PR-ITE, que estava em plenas condições funcionais e documentais de voo, ficou completamente destruído e só teve parte da cauda preservada.

O Corpo de Bombeiros de Vilhena encontrou os corpos de pai e filho, que não resistiram ao impacto da aeronave com a vegetação. Garon Maia Filho, apesar de jovem, era considerado um piloto experiente. Ele ainda voaria no domingo a Campo Grande para levar o filho, com quem passava férias, de volta para a casa da mãe, Beatriz Braga Veronezi, de quem era divorciado.

Um empregado da família informou que Garonzinho e Kiko viajavam de volta do aeroporto de Vilhena, onde o pecuarista foi abastecer o avião. Eles retornariam para uma das propriedades dentre as dezenas que a família tem em seis estados, a fazenda Jaqueline. O tempo de voo estimado até o destino era de 15 minutos.

Garon Maia Filho era neto do lendário pecuarista Braulino Basílio Garon Maia, que morreu em 2019 aos 93 anos. Filho do patriarca da família e pai de Garonzinho, Garon Maia faleceu de câncer no ano passado. A vítima do acidente de sábado deixa a mãe, Cristina, e os irmãos Rafael e Antônio.

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