A Folha da Região registrou, em novembro do ano passado, que a adoção de animais cresceu pelo menos 30% durante a pandemia. Ainda no período mais complicado da Covid-19, o jornal registrou que os araçatubenses estavam mais dispostos a acolher um cão ou um gato. Foi um movimento, na verdade, de troca de afetos e carinhos. Ganham os animais e os novos donos.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos Para Animais de Estimação (Abinpet) apontam que existem 144,3 milhões de animais no Brasil. Desse número, 55,9 milhões são cães, 40,4 milhões aves canoras e ornamentais, 25,6 milhões gatos, 19,9 milhões peixes ornamentais e 2,5 milhões compõem o grupo de répteis e pequenos mamíferos. O Brasil possui 213,7 milhões de habitantes em suas 27 unidades federativas, de acordo com dados do censo demográfico divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Portanto, o número de pets representa 67,6% da população brasileira. Isto significa que mais da metade da população possui pelo menos um animal. O crescimento médio geral de animais foi de 2% de 2019 para 2020, sendo cães (1,5%), gatos (3,6%), peixes (2,6%), aves (1%), répteis e mamíferos (4,2%).
É preciso chamar a atenção para este gesto de amor e também para a posse responsável, pois se na pandemia aumentaram as adoções, também explodiram os casos de abandono. E nestes dias frios, desabrigados, os cães e gatos abandonados sofrem muito.
“Adotar um pet é muito bom, mas este gesto não pode ser transformado em maus tratos depois que a empolgação passar.”
Por isso, é importante enfatizar que os animais, além de carinho e abrigo, também precisam de cuidados. Como consultas médicas regulares e até check-ups veterinários. Antes de optar pela adoção de um bichinho, destacam especialistas, é muito importante levar em conta alguns aspectos. Os principais deles são: disponibilidade de tempo para adaptação e convívio. Além disso, é necessário ter consciência de que o animal dependerá do tutor pelos próximos 10 anos.
Também é preciso que todos os moradores da casa estejam de acordo com a adoção. Tudo isso garante que o cachorro ou gato não corra o risco de sofrer novamente, ser abandonado, fugir ou ser maltratado. Inclusive, estas são precauções que as ONGs tomam antes de autorizar a adoção.
Em Araçatuba, existem organizações não-governamentais e um Centro de Zoonoses que auxiliam os donos de animais domésticos e fazem a intermediação das doações. Também existem hospitais veterinários, mais de uma centena de casas de atendimento veterinário e em breve, até um hospital público, que está sendo construído por meio de uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura.
É uma rede de apoio significativa, mas que não substitui a responsabilidade dos proprietários. Adotar um pet é muito bom, mas este gesto não pode ser transformado em maus tratos depois que a empolgação passar. Vale lembrar que existem leis, que prevêem até prisão, para quem não cuidar dos cães e gatos de forma correta.
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