Araçatuba

Cigarro eletrônico

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

O tabagismo tem sido um problema constante na sociedade contemporânea. Na década de 1960 o cinema ajudou a popularizar este vício fazendo a associação deste hábito com valores como independência e liberdade. A ideia de que fumar é bom para aliviar as tensões também ajudou na perpetuação deste hábito que leva milhões de pessoas a perderem suas vidas todos os anos.

Atualmente, os jovens, principalmente, estão renovando este hábito nocivo que está sendo travestido de novidade saudável por meio dos chamados cigarros eletrônicos. Basta ir aos bares de Araçatuba, e também nas praças e faculdades da cidade e da região, para flagrar os adolescentes e jovens adulto usando este modelo novo de consumir o tabaco e outras substâncias.

Os cigarros eletrônicos estão em sua quarta geração, onde é encontrada concentração maior de substâncias tóxicas. Existem ainda os cigarros de tabaco aquecido. São dispositivos eletrônicos para aquecer um bastão ou uma cápsula de tabaco comprimido a uma temperatura de 330?C. Dessa forma, produzem um aerossol inalável.

Os cigarros eletrônicos são aparelhos alimentados por bateria de lítio e um cartucho ou refil, que armazena o líquido. Esse aparelho tem um atomizador, que aquece e vaporiza a nicotina. O aparelho traz ainda um sensor, que é acionado no momento da tragada e ativa a bateria e a luz de led. Mas nem todos os cigarros eletrônicos vêm com luz de led.

“Este novo modelo de cigarro está em sua quarta geração, onde é encontrada concentração maior de substâncias tóxicas.”

A temperatura de vaporização da resistência é de 350?C. Nos cigarros convencionais, essa temperatura chega a 850?C. Ao serem aquecidos, os DEFs liberam um vapor líquido parecido com o cigarro convencional. Esses aparelhos expõem o usuário a emissões tóxicas, muitas das quais causam câncer.

Sociedades médicas brasileiras esperam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida ainda este ano manter proibida a importação e venda de cigarros eletrônicos no Brasil. Em 2009, a agência publicou resolução proibindo os chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), que agora passam por processo de discussão e atualização de informações técnicas.

 A AMB, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), têm se unido em torno da proibição do comércio dos cigarros eletrônicos. Essas entidades alertaram a Anvisa sobre os prejuízos desse aparelho e têm lutado contra a informação falsa dos fabricantes, que afirmam que o cigarro eletrônico é alternativa mais saudável ao cigarro convencional.

Esta é uma questão que também deve envolver as secretarias de saúde dos municípios, a direção das escolas e das faculdades e as famílias. É preciso esclarecer sobre o quanto esta prática é nociva para a saúde. A informação é a melhor forma de combater este hábito que só faz mal.

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários