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A saúde das crianças

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

A saúde das crianças tem sido perigosamente negligenciada, principalmente no que se refere à vacinação. Dados levantados pela Folha da Região mostram que algumas vacinas obrigatórias e de extrema importância simplesmente não estão sendo aplicadas. E o pior, pela escolha dos pais. A cobertura vacinal está muito baixa na cidade. A vacina contra a poliomielite, por exemplo, só chegou a 84% do público alvo. A BCG, que é fundamental para prevenção da tuberculose, tem uma cobertura de apenas 86%.

E mesmo que as autoridades tenham feito campanhas continuar e até busca ativa, as famílias têm se mostrado resistentes aos chamados. Muitas vidas estão sendo colocadas em risco. E os pais poderão ser responsabilizados judicialmente por isso. É um absurdo o fato de os responsáveis não estarem preocupados com o futuro de seus filhos.

E, infelizmente, não é apenas em relação a estas vacinas básicas que a negligência se revela. Muitas crianças também não estão recebendo as doses contra a Covid-19. Movidos por informações mentirosas, muitas famílias têm se recusado a levar as crianças aos postos de saúde.

O resultado disso é que os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em crianças continuam em alta, e o aumento da incidência chega a 309% na faixa etária de 5 a 11 anos, se a quarta semana de março for comparada com a primeira de fevereiro. A análise foi divulgada nesta semana no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os dados mais recentes avaliados pelos pesquisadores são do período de 20 a 26 de março e também mostram um crescimento de 110% na média móvel de casos de SRAG entre as crianças de 0 a 4 anos, em relação à primeira semana de fevereiro. Na população adulta, a tendência é de queda em todas as faixas etárias.

O aumento de casos da síndrome entre crianças de 0 a 4 anos pode estar relacionado ao vírus sincicial respiratório (VSR), segundo o boletim. Já na faixa etária de 5 a 11 anos pode ter havido uma interrupção da queda de infecções pelo SARS-CoV-2 em fevereiro, e um aumento da detecção de outros vírus respiratórios em março. Crianças de 5 a 11 anos podem ser vacinadas contra a covid-19 desde janeiro, o que reduz o risco de uma infecção evoluir para uma síndrome respiratória grave. O aumento nas duas faixas etárias infantis coincide, de acordo com o levantamento, com o início do ano letivo. Nas faixas etárias adultas, ele avalia que, apesar de o patamar atual de casos de SRAG ser o menor da pandemia, ainda são registrados mais de dois casos por 100 mil habitantes no país.

É importante que a sociedade se mobilize para sensibilizar estes pais. E a Promotoria Pública e a Justiça devem ser acionadas para garantir a vida destas crianças, que não têm poder de escolhe e estão sendo expostas à morte ou a doenças graves por simples negligência.

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