Araçatuba

É preciso falar de Aids

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

No último dia 1º foi lembrada a passagem do Dia Mundial de Combate à Aids. As novas gerações ouviram falar, na escola, sobre a chamada era da epidemia de Aids no Brasil e no Mundo, que marcou a passagem dos anos 1980 para 1990. Quem tem menos de 30 anos já nasceu em um mundo em que a doença já era conhecida e a ciência já tinha soluções, mesmo que paliativas, para controlar o vírus HIV.

Porém, é preciso falar sobre isso. Segundo dados obtidos pela Folha da Região com as autoridades de Saúde, em Araçatuba ainda são feitos cerca de mil atendimentos no setor específico para cuidar desta doença sexualmente transmissível.

Não se pode minimizar a presença do HIV circulando. O uso de métodos de preservação ainda é fundamental, pois apesar de todos os avanços, ainda não existe uma cura definitiva.

Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde assinou a “Declaração de Paris” que visa ampliar as políticas públicas do estado com o objetivo de zerar as novas infecções por HIV e as mortes devido às complicações da Aids até o ano de 2030. O documento é uma iniciativa co-liderada pelo Unaids (Programa Conjunto da ONU sobre HIV e Aids).

O documento estipula metas: diagnosticar 95% da população que vive com HIV, tratar 95% da população diagnosticada e zerar a carga viral de 95% dos pacientes que fazem tratamento contra o HIV. São Paulo é o primeiro estado do Brasil a assinar a nova versão da declaração que teve as metas atualizadas este ano. Até o ano passado, as metas eram 90%, 90%, 90%.

Apesar dos avanços nos cuidados e qualidade de vida das pessoas portadoras do HIV, o assunto precisa ser mais debatido na sociedade

A declaração ainda estipula compromissos importantes como o de combater o estigma e preconceito contra as pessoas que vivem com HIV e de disponibilizar amplamente e de forma gratuita testagem e métodos de prevenção combinada, que incluem preservativos, PEP (Profilaxia Pré-Exposição) e Prep (Profilaxia Pós-Exposição).

A iniciativa nasceu da chamara rede Fast-Track que mobilizou inicialmente o Unaids, a cidade de Paris, o UN-Habitat e a International Association of Providers of Aids Care. A meta do Unaids é envolver no compromisso outras metrópoles, estados, províncias e até cidades de menor porte.

A queda de óbitos está relacionada principalmente ao acesso a tratamento antirretroviral, disponível gratuitamente no SUS. Em números absolutos, houve 1.880 vítimas fatais da doença no ano passado, contra 3.141 em 2010. Naquele ano, houve também 8.521 casos novos de aids, e em 2020, este número chegou a 5.363 casos.

A assinatura de São Paulo da Declaração de Paris é estratégica, pela relevância e grande poder de influência e exemplo que o estado tem no contexto brasileiro e global.

A iniciativa é louvável e deverá ser acompanhada de maior engajamento das escolas, empresas e órgãos públicos para falar sobre o assunto.

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários