Cultura

Espetáculo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” inicia nova temporada virtual

Por Redação |
| Tempo de leitura: 6 min
PERSPECTIVAS Espetáculo mexe com os espectadores ao instigar uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e esotérico - (Foto: Divulgação)
PERSPECTIVAS Espetáculo mexe com os espectadores ao instigar uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e esotérico - (Foto: Divulgação)

MONÓLOGO É inspirado na trajetória e na obra da escritora russa Helena Blavatsky, conhecida por confrontar as correntes ortodoxas da ciência, da filosofia e da religião e que influenciou inúmeros pensadores e artistas

 Helena Petrovna Blavatsky foi uma das figuras mais notáveis do mundo nas últimas décadas do século 19, tornando-se imprescindível para o pensamento moderno. A vida e obra desta renomada personalidade russa inspiraram o monólogo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, que estreou no ano passado com grande sucesso de público no país, e agora inicia nova temporada com apresentações ao vivo, a partir de 22 de agosto.

Visto por mais de 7 mil pessoas, o espetáculo, estrelado por Beth Zalcman sob a direção de Luiz Antonio Rocha, mexe com os espectadores ao instigar uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e esotérico.

Este é o primeiro texto teatral da filósofa e poetisa Lucia Helena Galvão, cujas palestras na internet são acompanhadas por milhões de admiradores. As sessões do espetáculo serão 2 vezes por semana, com venda de ingressos pelo Sympla, por meio do link e transmissão pelo Zoom. Logo após cada sessão, haverá um bate-papo com o diretor, a autora e a atriz do espetáculo sobre o legado deixado pela escritora. 

PROTAGONISTA

PENSADORA Beth Zalcman é a atriz que dará vida à Helena Blavatsky - (Foto: Divulgação)

Helena Blavatsky foi, antes de tudo, uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal, revolucionando o pensamento humano. Sua vasta obra influenciou cientistas como Einstein e Thomas Edison; escritores como James Joyce, Yeats, Fernando Pessoa, T. S. Elliot; artistas como Mondrian, Paul Klee, Gauguin; músicos como Mahler, Jean Sibelius, Alexander Criabrin; além de inúmeros pensadores, como Christmas Humphreys, C. W. Leadbeater, Annie Besant, Alice Bailey, Rudolf Steiner e Gandhi.

“Considerando que vivemos num período de caos mundial, no qual o fundamentalismo, as tecnologias e as crises políticas e climáticas do planeta invadem nossa dignidade com tanta violência, resgatar os pensamentos de Blavatsky é de extrema importância. Segundo Blavatsky, o universo é dirigido de dentro para fora, pois nenhum movimento ou mudança exterior do homem pode ter lugar no corpo externo se não for provocado por um impulso interno” afirma o diretor Luiz Antônio Rocha.

“A montagem procura nos levar do irreal ao real, das ilusões à verdade espiritual, da ignorância à sabedoria que ilumina o propósito da existência. Interpretar Helena Petrovna Blavatsky é mergulhar no improvável, no intangível. Nada mais desafiador para uma atriz realizar um texto que demanda extrema sensibilidade, concentração e imaginação e transportar a plateia para um universo de possibilidades”, define a atriz Beth Zalcman que dará vida à personagem.

Lucia Helena Galvão diz que a peça é uma forma de homenagem à pensadora que dedicou sua vida a transmitir ideais revolucionários. “Desde o início da minha busca pelo conhecimento através da filosofia, me deparei com pensadores que se dedicaram a buscar, compilar e transmitir ideias que entrelaçam nossas vidas e compõe parte do que somos. Esta peça é uma forma comovida e contundente para homenagear esta mulher tão especial”, conclui a autora.

INSPIRAÇÃO

O monólogo retoma a parceria entre a atriz Beth Zalcman e o encenador Luiz Antônio Rocha, depois do sucesso da peça “Brimas”, pelo qual a atriz foi indicada ao prêmio Shell de melhor texto. A encenação propõe uma dramaturgia inspirada no conceito desenvolvido pelo artista Leonardo Da Vinci em suas obras, conhecido como “sfumato”.

Da Vinci descreveu a técnica como: “sem linhas ou fronteiras, na forma de fumaça ou para além do plano de foco”. O ponto de partida para a direção de arte, cenário e figurinos foram baseados em algumas pinturas do artista impressionista Édouard Manet que traduz com beleza a solidão deste último instante de vida de Helena.

 SINOPSE

PENSADORA Helena Blavatsky foi uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal; seu trabalho revolucionou o pensamento humano - (Foto: Divulgação)

A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres no final do séc. 19. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, é um mergulho no universo que existe dentro de nós.

DEPOIMENTOS

“Fiquei impactada e muito emocionada com esse espetáculo inspirador. Mesmo sendo por transmissão on-line, a força do teatro estava presente. Espetáculo imprescindível, necessário, mais do que nunca nesse momento tão delicado. Encontrar essa luz que vocês acendem em cada um de nós é fundamental para que o ser humano encontre o caminho de volta, o caminho do crescimento para o processo evolutivo do verdadeiro amor. As palavras de Blavatsky ditas por vocês, atriz, texto, direção... tocam a nossa mente e o nosso coração para o despertar da consciência desse novo tempo” – Beth Goulart (atriz).

 “Exuberante, traz a possibilidade de um vislumbre do Himalaia espiritual, uma delicadeza de sentimentos. O texto e a atriz transportam a gente para vôos onde é possível enxergar os silêncios da alma. Esse trabalho é essencial num momento tão embrutecido” – Bruna Lombardi (atriz e escritora).

 “A arte salva, não é?! Como diria o querido Ferreira Gullar, a vida não basta apenas, se não fosse a arte, seria mais difícil! O bonito no trabalho de vocês, em meio a essa pandemia, é mostrar que a resistência não vem através do radicalismo, mas do valor à vida. E a vida, sobretudo, se manifesta através da arte” – Carlos Vereza, (ator).

AJUDA

A equipe doará 20% da bilheteria para o PCPB (Programa Criança para o Bem), que beneficia crianças e jovens do Distrito Federal e é mantido pela Nova Acrópole. Criado em 2007, o programa já atendeu mais de 3 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social da periferia do Distrito Federal.  Atualmente, atende 200 crianças na faixa etária de 4 a 16 anos em 500 oficinas artísticas e esportivas por mês, entre outras atividades.

São oferecidos também, de forma gratuita e sistemática, transporte, lanche e assistências médica, psicológica e odontológica.  Na pandemia, as oficinas estão sendo realizadas por teleaulas, aulas on-line e entrega de kit de recreação e escolar. Mais informações sobre o programa podem ser encontradas no site.

 SERVIÇO

”Helena Blavatsky, a voz do silêncio”  tem apresentações virtuais na temporada que iniciam amanhã (22) e ficam em cartaz até 28 de setembro. As sessões são aos domingos, às 19h30, e às terças-feiras, às 20h. A compra de ingressos, com valor a partir de R$30,00, e as exibições são feitas no site da Sympla, por meio do link. Cada exibição dura em torno de uma hora e a classificação etária é de 14 anos.

*Renata Pardo, estudante de Jornalismo e estagiária da Folha da Região

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