Araçatuba

Marcelo Prates: Profissões decadentes

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Em 1998 tive a sorte de estudar com Roberto Carnier, futurologista da ONU, então meu professor na pós-graduação. Com ele aprendi sobre megatências, que nada mais são que forças nascidas no mercado multiplicando-se em determinada direção, causando um verdadeiro tsunami no status quo. Estes movimentos alteram drasticamente o padrão de consumo, o estilo de vida, os usos e costumes em escala global. Sabe a Philip Morris, líder mundial na fabricação de cigarros? Em função da queda no número de fumantes em todos os cantos do planeta ela está produzindo cigarros eletrônicos. Você se lembra quando a gente ia procurar uma agência bancária para depositar cheque? Então, se você ainda precisa ir, vá logo, pois mais 1200 agências serão fechadas já em 2020, segundo matéria publicada no portal folha-uol. Os grandes bancos reconhecem que o padrão de consumo mudou e as fintechs, empresas de tecnologia em serviços financeiros, tornaram-se grandes ameaças ao lucro deles.

“Bom, então talvez seja melhor vender aquele imóvel que ninguém quer comprar e aplicar na bolsa?” Aqui também não são boas as notícias para os mais conservadores, pois segundo o Secovi-Sp atualmente 70 % dos negócios são fechados fora das imobiliárias. O que tudo isso significa? Uma drástica mudança no mercado de trabalho, pois a população não quer mais o lento suicídio propiciado pelo fumo, nem a agiotagem institucionalizada do sistema financeiro, e busca freneticamente suprimir intermediários reduzindo custos, é a chamada desintermediação. É olhar o preço de um tênis p. ex. e depois pesquisar na internet exatamente o mesmo produto, para constar a gritante diferença de preços. Por esses dias fui conhecer uma empresa em Curitiba- PR que desenvolveu um sistema de contabilidade online, que tira o “contador do jogo” com um custo realmente imbatível para o consumidor. Quero aqui expressar meu respeito a todos os profissionais severamente impactados pelos novos ventos trazidos, espero que este artigo leve a reflexão, e a maior conscientização de que de nada vale lutar contra mudanças desta magnitude, contrariamente, devemos, sobretudo aprender a explorar principalmente as oportunidades geradas, já que elas nunca serão perdidas, pois alguém sempre as aproveitará, se você as perder.

Marcelo Prates é consultor empresarial

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