Editorial

Opinião da Folha: Sede em investir

Por Redação |
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Arquivo Folha
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A edição desta quinta-feira (7) da Folha da Região revelou, em reportagem que foi manchete, que a produção do setor agropecuário de Araçatuba registrou alta de 2,3% no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Fundação Seade.

Foi uma excelente notícia, mesmo levando em consideração que o setor agropecuário foi o único entre os vetores a registrar expansão no período estudado, compreendido entre os meses de abril e junho. De acordo com o material feito pela repórter da Folha, Letícia Leite, o PIB (Produto Interno Bruto) regional somou R$ 6,569 bilhões, o que resulta na diminuição em 0,6% comparado ao resultado do mesmo período de 2018. Mas a alta do setor agropecuário ajudou a equilibrar a queda registrada nos setores industrial e de serviços, de 1,6% e 0,5% negativos respectivamente.

Procurado pelo jornal, o professor e mestre em Economia Marco Aurélio Barbosa de Souza, explicou que a conjuntura brasileira também afeta a dinâmica econômica local, tendo em vista as dificuldades enfrentadas pela economia para ingressar em um ciclo sustentado de crescimento econômico. Porém, ele disse que a tendência é de melhora por causa do melhor desempenho macro.

E na prática, esta expectativa de melhorias foi corroborada pelo Estudo Sondagem Conjuntural, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com dados de setembro, que registrou a retomada do otimismo entre os donos de micro e pequenas empresas. Os dados foram revelados nesta quinta-feira (07).

Segundo o estudo, o percentual daqueles que acreditam na melhoria do cenário econômico cresceu de 56% em agosto para 59% em setembro. O levantamento chega a identificar que seis em cada 10 empresários (58%) têm planos de investir no próprio negócio em 12 meses. A pesquisa ouviu quase 3 mil empreendedores entre os dias 11 e 18 de setembro.

A sede do empresariado esbarra, porém, em um problema que já foi apontado por este jornal em reportagens e editoriais: a falta de mão de obra qualificada. Os dados do Sebrae mostram que 79% dos entrevistados que têm dificuldades em contratar mão de obra especializada optam por contratar pessoas inexperientes e capacitam no próprio estabelecimento.

De acordo com o Sebrae, isso comprova que as micro e pequenas empresas têm sido responsáveis não apenas pela geração de postos de trabalho, mas também pela formação de mão de obra no país.

Um bom caminho para o melhor desempenho do PIB araçatubense passa necessariamente por uma política mais eficaz em favor do pequeno e médio empresários e, principalmente, qualificação de mão de obra. O caminho está traçado. Falta segui-lo.



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