Dados oficiais divulgados recentemente mostram que o Brasil está recuperando sua economia, mesmo que lentamente. É um grande feito para um país que havia se acostumado, desde o fim da era lulopetista a andar para trás.
Além da deflação de 0,04 registrada em setembro, que é o menor resultado para um mês de setembro desde 1998, a confiança do empresário e dos trabalhadores começa a crescer. Sinais de que a roda da economia começa finalmente a rodar.
Ontem mesmo foi divulgado que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 0,2% no país na passagem de setembro para outubro deste ano. C chegou a 93,3 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. É a terceira alta consecutiva do indicador, medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Também nesta sexta-feira (18), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou praticamente estável em 59,3 pontos em outubro, pelo terceiro mês consecutivo. Para a entidade, esse resultado mostra que a confiança do empresário industrial segue elevada.
A edição de ontem da Folha da Região trouxe em destaque que a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em setembro, o maior nível para o mês em seis anos e o sexto mês seguido de crescimento segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Mais um bom resultado veio da Petrobras, tão destruída no passado recente. A empresa divulgou, na quinta-feira (17), seus resultados operacionais positivos no terceiro trimestre deste ano. Segundo os dados anunciados pela companhia, houve crescimento da produção de óleo, gás líquido natural (GLN) e aumento de 17% na produção do pré-sal, que representa hoje 60,4% de toda a produção de óleo no Brasil.
Com isso tudo, a vida começa a melhorar aos poucos para todos. E as famílias já gastam mais até em sua qualidade de vida. Um excelente indicador é que a procura de brasileiros por cruzeiros (viagem de barco de luxo pela costa) no país aumentou 21% no primeiro semestre.
São motivos mais que suficiente para animar aos brasileiros. Porém, o governo que tem proporcionado tanto avanço está perdido em problemas internos que parecem não terem fim. A cada crise que a família Bolsonaro e seus próximos cria por si só, não faltam gente próximas para tentar apagar o fogo com gasolina.
A briga entre Bolsonaro e o presidente nacional do seu partido PSL, Luciano Bivar (PE) está sendo travada ao mesmo momento em que o líder da legenda na Câmara, Delegado Waldir (GO), gravado em uma reunião em que chama o presidente Jair Bolsonaro de “vagabundo”, afirma que o governo está parado, “não existe”.
Não bastando tanta confusão, esta sexta-feira (18) foi marcada também pelo bate-boca pelas redes sociais entre a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro.
O Brasil está passando por um momento de retomada da economia e não pode deixar tudo a perder por problemas de relacionamento entre os membros do governo. A esperança da sociedade é que as coisas pequenas não se transformem em dinamites que implodirão o Brasil que teimosamente começa a dar certo.
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