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Bolsonaro na ONU - Editorial

Por Redação |
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Arquivo Folha
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Como era de se esperar e foi adiantado pelo editorial desta Folha da Região no último domingo (22), o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU teve o meio ambiente como um dos seus pilares. E como era previsto, as reações pelo país a fora e em algumas partes do planeta foram as mais diversas.

Os que apoiam e elegeram o governo gostaram de ver o presidente sendo ele mesmo, com sua fala direta e reta, sem as redondilhas do polimento. Já a oposição partiu para o ataque, criticando dados, posições e a falta de polimento do governante, repetindo também as mesmas observações de sempre.

Nada de novo. Bolsonaro, mantendo-se fiel ao seu estilo a às ideias com as quais se elegeu, soltou a voz para críticas generalizadas. Seus eleitores se deliciaram com as falas que reforçaram o que já pensavam antes. Os contrários ao governo acham os mesmos argumentos de outrora. Tudo no seu lugar. Nenhuma conversão.

Bolsonaro falou ao mundo como quem fala com seus apoiadores. Afirmou que o Brasil se encontrava ameaçado pelo socialismo, atacou a corrupção que assolava o país nos governos petistas, com elogio explícito a Sergio Moro, e a criminalidade que vicejou nos governos anteriores e que começa a diminuir no seu primeiro ano de mandato.

Partiu, ainda, para cima do regime venezuelano, do Foro de São Paulo, da ação cubana na América do Sul e do ambientalismo manipulado por uma visão colonialista, nas suas palavras.

O presidente destacou, ainda, que a Amazônia não está em chamas, ao contrário do que diz a mídia internacional “sensacionalista”, e criticou a tentativa de tolher a soberania brasileira na região.

Só esta parte seria suficiente para que situação e oposição tivessem motivos o suficiente para se digladiarem nas redes sociais e nos corredores das empresas, nas mesas dos restaurantes, balcões e salas de jantar. A cada um cabe ver as palavras de acordo com suas convicções.

O que salta de positivo e que deveria ser visto com bons olhos por todos é o fato de ele ter reforçado o compromisso do Brasil com o livre- comércio e o respeito a acordos internacionais, que disse pretender multiplicar.

Esta é a fala que deve saltar aos olhos, pois a economia nacional, desde a sua posse, parou de piorar e já dá sinais de melhoras. A construção civil, que sempre foi um excelente termômetro da economia brasileira, continua a dar sinais de que está recuperando o vigor do período pré-crise econômica, informou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em agosto, o índice de evolução da atividade do setor cresceu 0,8 ponto.

Os comerciantes também, aos poucos, estão sentindo maior segurança. Bolsonaro acerta quando foca na economia. Esta foi a melhor parte de seu discurso, ontem.

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