A Folha da Região tem feito ao longo de sua trajetória um trabalho de valorização da vida. Em sua cobertura diária, e por meio de editoriais e artigos, o jornal levanta sempre a bandeira da cidadania, da vida e do progresso que inclua a qualidade de vida.
Por isso, neste mês de setembro, todos os funcionários da empresa estão engrossando as fileiras das instituições engajadas no Setembro Amarelo. Iniciada em 2015, esta iniciativa busca prevenir o suicídio.
A campanha nasceu da união de forças do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão. Durante o mês da campanha, costuma-se iluminar locais públicos com a cor amarela. Por exemplo, todos os anos são iluminados locais de grande visibilidade recebem iluminação especial, como o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional (DF), o Estádio Beira Rio (RS), entre outros.
Este assunto ainda é um tabu em alguns círculos, mas é de se comemorar que a cada ano mais pessoas, empresas, instituições e a própria mídia tem vencido as barreiras. Quanto mais se falar sobre o suicídio, mais vidas poderão ser salvas.
Vale destacar números que estão sendo publicados na edição de hoje para que se tenha uma ideia da urgência das ações. Segundo um novo relatório da Organização Mundial da Saúde publicado nesta segunda-feira (9), cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano - mais do que as vítimas de guerra, homicídio ou câncer de mama.
No Brasil, foram 13.467 mortes em 2016, ano ao qual se referem os dados consolidados pelo estudo. O país tem hoje uma taxa de 6,1 a cada 100 mil mortes, abaixo da média mundial. Em todo o mundo, pessoas do sexo masculino têm uma propensão maior a se suicidar do que as do sexo feminino.
A boa notícia está no fato de que a taxa de suicídio tem caído desde 2016. E segundo a OMS, este declínio é explicado pelo fato de que vários países - 38 no total - adotaram estratégias de prevenção ao suicídio, afirmou a OMS, enfatizando, no entanto, que muitos outros países devem seguir o exemplo.
Com isso, fica provado que quanto mais houver informação e quanto mais se esclarecer sobre o tema, melhor. Ao falarem sobre o assunto nos jornais, nas empresas, escolas, igrejas e em casa, ajuda-se a vencer mitos limitantes como acreditar que as pessoas que ameaçam se matar estão apenas querendo chamar a atenção; que o suicídio acontece sem aviso e que uma pessoa que tentou cometer suicídio uma vez, não voltará a tentar.
A Folha da Região tem feito sua parte levando informações para que os temas entrem nas empresas, sindicatos e nas casas. E espera que o leitor ajude a levar esta mensagem a diante.
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