Filantropia. Segundo o dicionário, sentimento de profundo amor à humanidade; desprendimento, generosidade para com outrem; caridade. Palavra na qual muitos se apoiam para ajudar aqueles que, por qualquer motivo, não conseguem desempenhar seu papel social por si sós. Caridade é também o pilar da doutrina espírita, que longe de ser uma religião, é um estilo de vida no qual o principal é, justamente, o desprendimento, já que a vida seria eterna e na Terra, o corpo é passageiro.
Caridade é, também, a bandeira de muitas entidades que, da união de um grupo de pessoas, conseguem desenvolver trabalhos voltados para o social, para o amparo ao próximo. Este amparo não precisa, necessariamente, ser material. O amparo moral, como fazem os voluntários dos CVV (Centro de Valorização da Vida) ao telefone também são uma forma de caridade, já que eles trabalham para preservar o bem mais precioso e único que uma pessoa pode ter: a vida. Caridade dada nas ações e nas palavras, realizada com ou sem ajuda de outrem, com ou sem dinheiro, mas sempre, com muito desprendimento.
Com o anseio de fazer o bem, sem olhar a quem, diversas entidades em Araçatuba trabalham, com dificuldades dada a falta de recursos financeiros, no amparo dos mais diversos grupos de excluídos. Asilos, casas de recuperação, casa da sopa, casa de amparo aos doentes com câncer, enfim, são inúmeros os motivos para fazer o bem, mas, em primeiro lugar, vem o sentimento de querer ver um mundo melhor, onde as pessoas possam ser tratadas de maneira menos desproporcional devido à escassez de recursos financeiros em que se encontram em determinado momento da vida.
Igrejas católicas ou evangélicas, grupos espíritas ou sem uma bandeira ideológica, Rotary, Lions, Maçonaria e outros grupos de serviço. Todos, sem diferença, militam em setores que fazem a diferença para a população. E sabem gerir os recursos de maneira mais eficiente e com mais economia do que o Estado. Inegável esse “dom”. Entretanto, quando se olha para dentro de uma estrutura assistencialista muito grande, como é o caso do serviço de Assistência Social do Município, depara-se com atos não tão transparentes e que acabam por diminuir o comprimento dos braços do estado neste sentido, impedindo que muitos que necessitam de apoio, fiquem aguardando vagas, por exemplo, em serviços de referência em assistência psicológica.
Os excessos e a vida desregrada levam a atitudes que não são exclusivas de quem vive na pobreza. Entretanto, as oportunidades de tratamento para quem tem melhores condições de vida são muitas. Enquanto que, para quem padece pela falta de alimento em casa, os prejuízos e dificuldades a serem enfrentadas são muito maiores.
Seria benéfico que toda a sociedade procurasse se empenhar de alguma maneira em trabalhos filantrópicos. Não é preciso dinheiro, basta dispor de algumas horas por dia ou por semana que podem ser preciosos para aqueles que necessitam de um prato de comida, uma coberta, uma vestimenta ou, simplesmente, saber que sua dor não é invisível e que, por mais difícil que seja, é possível encontrar o conforto, ainda que nos “ombros” de uma pessoa desconhecida.
Fazer o bem sem olhar a quem é uma máxima que pode ajudar a tornar o mundo um lugar melhor, de mais paz, amizade e com muito mais amor e empatia.
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