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Funcionário Público e o Liberalismo

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Muitos sabem que sou funcionário público concursado da prefeitura de Araçatuba. Resolvi há alguns anos prestar um concurso público na minha área de formação para, dentre outras coisas, entender o funcionamento de um sistema público de organização empresarial. Também era minha intenção ter um maior conhecimento dos fatos pelo lado de dentro da coisa pública, para saber se as coisas funcionam a contento ou não.

Mas o interesse deste artigo é pontuar duas questões importantes 1) Os funcionários públicos seriam vagabundos? 2) Os funcionários públicos seriam necessários num país Liberal?

Nada mudou em mim, continuo Liberal Austríaco e achando que ao Estado cabe somente uma função, mas isso não poderia me impedir de falar algumas verdades. Em minha passagem pelo serviço público como concursado, vi a grande maioria dos meus colegas com muita capacidade técnica para realizar suas funções com muito mais efetividade, porém, por questões políticas, os quadros de mando nas prefeituras são preenchidos por amigos do prefeito eleito, o que desanima qualquer funcionário com alto grau de competência, pois a gestão de seu trabalho já sai emperrada do seu superior.

Muitos funcionários ficam relegados ao segundo plano, numa espécie de geladeira profissional, para assim abrir espaço para uma necessidade de outros funcionários amigos do cargo eletivo. Muita coisa que vi e vivi foi bem nesse caminho e posso dizer que, se há funcionários públicos vagabundos, sua maioria não é feita pelos concursados e sim por aqueles que estão em seus cargos por decisão subjetiva do mandatário.

Devemos lembrar que após a criação da propriedade pública, teremos que transformá-la numa propriedade condominial para garantir sua manutenção. Ninguém aceitaria que as ruas fossem vendidas para a iniciativa privada. Por mais que ao Estado só caiba a Segurança e a Ordem num mundo Liberal, devemos lembrar que teremos que trocar os impostos por taxas condominiais para manutenção de todo “patrimônio público”. E talvez, nada melhor que manter esses concursados para tal função. Mas ainda assim, caberia muita discussão sobre o assunto.

Rodrigo Andolfato é membro do Ilan

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