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O que você quer da sua vida?

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Geralmente, as pessoas têm opinião sobre tudo e todos. Em qualquer lugar que você esteja, basta levantar um tema para que a discussão corra solta. Todo mundo é sempre especialista em tudo. De política à vida íntima de desconhecidos, sempre todos têm algo a dizer. Nem mesmo temas mais espinhosos como física quântica, teologia e nanotecnologia escapam dos ‘palpiteiros’.

Qualquer um é capaz – pode reparar – de dar palpites na vida das outras pessoas, de questionar decisões do presidente e do papa e até discutir a obra de Deus. Mas, poucos são hábeis para responder, a si mesmos, o que realmente querem para ser feliz.

Hoje, convido o leitor, no entanto, a um exercício que parece simples, mas é inquietante. A pergunta é direta: o que você quer da sua vida? O que quer agora, o que quer daqui a cinco anos e como deseja que sua vida profissional e pessoal esteja em 2029?

É importante que se saiba a resposta. Todo o resto depende dela. Por incrível que pareça, a maioria das pessoas não sabe responder a esta simples questão.

A falta desta resposta, básica para o autoconhecimento, reflete de forma decisiva na vida pessoal e profissional. Quem sabe o que deseja, não aceita desviar seus caminhos, se sentir menos que ninguém e nem fica mendigando aceitação ou qualquer vaguinha de trabalho, na base do “o que vier é lucro”.

Especialistas em recrutamento de pessoas em grandes empresas sempre aplicam técnicas variadas com os candidatos para descobrir se esta pessoa é capaz de saber o que quer. Eles sabem, por estudos científicos, que todo o profissional que tem objetivos de curto, médio e longo prazos são mais focados, éticos e profissionais. Quem sabe para onde vai se interessa em aprender mais e em produzir com excelência para ele e sua empresa.

Na vida amorosa, este autoconhecimento é fundamental. Quem não sabe o que quer e o que pode oferecer acaba tomando qualquer caminho. E nestes erros de trajetórias se submetem a relacionamentos abusivos, a qualquer amor e até aceita mendigar por carinho. Quem também não tem consciência do seu valor não é capaz de reconhecer o valor no outro e a submete também a todo tipo de situação degradante.

Dizendo tudo em outras palavras, mas tão importantes, quem sabe responder à pergunta sobre o que se quer da vida é capaz de ter comprometimento com ela e com o próximo.

Ensinam-nos os desenvolvedores de talento que trabalham com a PNL (Programação Neurolinguística) que comprometimento significa dedicação e responsabilidade. Comprometer-se não significa virar noites trabalhando, estar sobrecarregado e falar que “veste a camisa” ou ser submisso à vontade alheia, do parceiro, do filho ou de quem quer seja.

O comprometimento correto, que só quem sabe aonde quer chegar é capaz de oferecer, é o empenho do máximo de inteligência para tomada de decisões. Quem sabe o que quer da vida saber dar e exige receber o melhor. O resto é palpite e covardia.

Jean Oliveira é jornalista, bacharel em Turismo e funcionário público

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