O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na última semana, o número atualizado de desempregados no Brasil. Agora eles somam 12,7 milhões de indivíduos. Houve um aumento de aproximadamente 300 mil pessoas nesta condição desde a pesquisa de outubro de 2018.
Os grupos mais atingidos pelo desemprego no país, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), são os jovens (entre 18 e 24 anos), as mulheres e os negros. A maioria só tem o ensino fundamental incompleto. Assim, a jovem mulher negra semianalfabeta é a que mais sofre.
Entre aqueles que têm o ensino médio incompleto, a oferta de emprego aumentou. Aliás, comprovou-se que quanto maior a escolaridade, menor o risco de perder o emprego, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Então, quanto mais se estuda mais fácil é encontrar um emprego? Sim! E quanto mais diplomas conquistamos mais aumenta o nosso salário? Sim, de novo. Um estudo feito pelo pesquisador Sergio Firpo, professor do Insper, um trabalhador com diploma de curso superior pode ganhar até 5,7 vezes mais do que os demais profissionais com outros níveis de escolaridade.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), hoje um trabalhador que concluiu a faculdade recebe, em média, R$ 4 mil, enquanto um trabalhador com até um ano de estudo ganha, em média, R$ 850.
Por estes motivos é que governos, empresas e sociedade civil devem se unir em prol da educação. Lutar por políticas públicas que facilitem o acesso destes brasileiros às escolas tradicionais, mas também nos cursos à distância, nos cursos técnicos e nos profissionalizantes.
O país precisa de mão de obra capacitada para todos os setores da economia. Compactuar com governos que afastam sua população das escolas, seja pela falta delas, ou pelo baixo salário dos professores ou, ainda, pelo corte nos financiamentos estudantis chega a ser um crime.
Ayne Salviano é gestora educacional
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