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Será que estamos perdidos?

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

As notícias mais comuns nos meios de comunicação são escândalos envolvendo a classe política de nosso país. Desde que a Operação Lava Jato começou a expor o lado podre do poder no país, em março de 2014, o noticiário nacional tem sido quase que diariamente abastecido pela prisão, condução coercitiva ou busca e apreensão envolvendo autoridades políticas e empresariais. A dinâmica do poder no país tornou-se um triste festival de denúncias e punições.

Em 31 de agosto de 2016, a então presidente Dilma sofreu um processo de impeachment. No mesmo ano, no mês de outubro, foi preso o deputado federal Eduardo Cunha, o terceiro homem na escala da hierarquia política brasileira.

Depois da redemocratização do país, passados mais de 50 anos, mais precisamente no dia 7 de abril de 2018, tivemos um fato inédito: assistimos ao vivo à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro do ex-presidente Lula. Em 29 de novembro de 2018, houve mais um triste acontecimento: o governador em exercício do Rio de Janeiro era preso, o 5º governador daquele Estado a ter o mesmo destino por crime quando no exercício do poder.

E para escrever mais um capítulo na triste história da política brasileira, acusado de diversas práticas criminosas, o ex-presidente Michel Temer também fora preso recentemente, tornando-se assim o sétimo ex-presidente do Brasil a ser preso na história da República, que tem pouco mais de cem anos de existência.

Nós, brasileiros, temos a eterna sina de nos envergonhar dos representantes políticos. Passam os tempos e só o que vemos é desdém e jogo de interesses pessoais. Precisamos escolher melhor.

“Estamos perdidos há muito tempo… O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos”: Eça de Queiroz – ano 1871.

Deocleciano Borella Júnior é
chefe de gabinete da Prefeitura de Araçatuba

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