Artigo

Sobre Abraços

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Quem é que não gosta de receber um abraço? E quem não gosta de abraçar alguém? Dizem que o abraço tem que ter um encontro dos corações e se possível baterem na mesma sintonia. Isso é mágico.

Recebemos abraços em todas e quaisquer ocasiões e isso tem o poder de tantas coisas e entre elas o poder curativo, esse, de modo especial, de curar a alma.

Mas hoje no mundo em que vivemos, o abraço tem se tornado algo não muito praticado. O contato físico está sendo substituído pelo contato virtual, onde a distância entre as pessoas está cada vez mais nítida.

Os sentimentos têm se tornado frios e esquecidos, como se já não fossem mais necessários, como se já se tornassem obsoletos e antiquados.

Mas quem não se recorda da sensação de um abraço de uma criança com sua inocência e que não faz distinção de quem está abraçando? O abraço de mãe que tem braços para quantos filhos tiver; o abraço de um pai que, mesmo em sua natureza reservada, se amolece diante de algum feito dos filhos; o abraço de avós que agora têm mais tempo para curtir os netos. Quem nunca se sentiu aconchegado em um abraço quando da perda de um ente querido, quando da despedida de alguém que se foi de mudança e a alegria do reencontro com quem estava longe e retornou. Quem nunca chegou em casa após um dia difícil e recebeu o abraço que fala mais que muitas palavras e todo cansado se foi, inclusive abraçou um animal de estimação que tem o poder de alegrar o coração.

Vivemos numa nação tão liberal, aberta a todas as demonstrações de afeto e, no entanto cada vez mais se distanciando da realidade. Há quem use a falte de tempo para não encontrar pessoas, para não mais demonstrar os sentimentos.

Há de se parar e retornar a velhos hábitos que nunca deveriam sair de moda: falar com as pessoas pessoalmente, jogar conversa fora, rir até mesmo de si e dar muitos abraços, isso não tem preço. Não devemos deixar que a correria nos distancie dos afetos, dos corações, das pessoas e que os abraços se tornem fáceis entre todos. Abraços deveriam ser receitados juntamente com os remédios quando necessários para todas as pessoas que procuram um médico para curar seus males. Um simples abraço pode mudar a vida de quem dá, bem como de quem recebe, afinal quem é que não gostaria de receber um abraço inesperado?

Helena Abel é coach

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